segunda-feira, 3 de outubro de 2011
domingo, 2 de outubro de 2011
Evolução das Próteses e das terapias - Congresso Latino Americano de Ortopedia Técnica
É muito gratificante vermos quanto o homem pode ajudar ao homem com suas criações. É frustante vermos o quanto ainda é limitado o acesso do homem às criações do homem por causa do dinheiro, sua falta no caso, e limitação das políticas públicas nesse sentido. Vejam que maravilha dois vídeos com o que há de mais moderno no auxílio ao paciente amputado.
domingo, 25 de setembro de 2011
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
DESCONFIO
Hoje, deparei-me com um desses textos atribuídos a gente famosa. Sim, digo isso por que se não lê-lo no livro do autor, não tenho a certeza da sua autoria. “Como diz Alceu: eu desconfio dos cabelos longos de sua cabeça que você deixou crescer de um ano prá cá”, desconfio da beleza estampada na capa da revista, do sabor do bolo de prateleira, da inocência da menina, da voz que jura amor, do "pastor" que cura e batiza.
Desconfio das linhas polares, dos raios solares e seus efeitos, da prata azul da lua, da estrela de pouca luz, do rio que seca fácil, da chuva que molha e nem poça faz.
Desconfio do sujeito de voz mansa, do calado demais, do sonso, nem se fala, do “caba” que só agrada e não contradiz. Desconfio do sim sem por quê? Do não sem dizer, do talvez sem nem saber.
Desconfio da esmola aumentada, da mercadoria muito em conta, da amizade pegajosa, do menino de bucho cheio demais, da fruta mal lavada, da carne mal passada, do azeite de bar e do gás da cozinha.
Desconfio do telefone que na madrugada toca, do confeito de porta de escola, de mulher apaixonada, de homem que nada tem e nem tem nada pra perder, do pano comprado na feira, do pão feito depois do “esporro” do patrão, da mala com segredo e do peito grande demais.
Desconfio de mim, na hora do sono e da fome, depois de três doses ou mais, corro o risco de dizer o que penso, nem sempre o que quero, muito menos o que devo. Desconfio quando “tô arretado”, quando sou injuriado ou quando querem me tomar. Não agrado defunto ruim, nem choro em velório de ditador, não faço graça pra doutor e vomito no arrogante, no pedante e no babão.
Na desconfiança traço linhas, traço curvas, subo ladeira e desço rio. Consumo o que posso, sem esperar por gentileza ou caridade de ninguém. Terço verso, faço oração, busco remissão do mau feito sem querer. Diante do altar me redimo, me confesso e peço perdão. Na fé marcada em mim, desconfio que busco adjetivos que me tragam paz a alma e alegria no estradar: verdade, lealdade e amizade, ade, ade, ade... O substantivo do amor com a força do verbo amar.
Desconfio que, matutinho João griliano que sou, gasto a vida que ganhei de vagarzinho, sem pressa, sem agonia, pedaço por pedaço, cuidando, lustrando pra brilhar, pra durar, sabendo que felicidade não se busca, se tem. E desconfio mais, de que você que está lendo também deve desconfiar, morder de mansinho e até lamber, a vida que Deus te deu e que você tem que cuidar.
Júlio Lima
Médico/Professor
Médico/Professor
terça-feira, 16 de agosto de 2011
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Participação Programa Graça Araújo
Particiapação no debate sobre " Órgãos Artificiais" na Rádio Jornal em 02/08/11
quarta-feira, 20 de julho de 2011
DICIONÁRIO MÉDICO SEGUNDO O MATUTO
Um agricultor, 42 anos, residente e natural do sítio Tabocas, distrito de Brejo Grande, Santana do Cariri na Chapada do Araripe (Cariri cearense), acomoda-se diante do Jovem médico, recém-formado e chegado da Capital.
_ Bom dia, dotô?
_ Bom dia, seu Joaquim, o que o senhor tem?
_ Bem, dotô. Tenho uma casinha no pé da serra, 2 vaquinha (que tão inté maga), 2 cabrinha e umas galinhazinhas soltas pelo terrêro. Ah! Tem tumbém uma cachorra – a zabelê e 4 fí que tão só o coro e o osso.
_ Não, seu Joaquim, o que o senhor está sentindo?
_ Ói, dotô. Na verdade, na verdade tô sentindo vontade de vedê tudo e ir me’ bora.
Assim começou o diálogo entre o jovem médico e seu Joaquim – cabra sertanejo que visita a cidade só em dia de feira, trabalhador de roça em tempo de inverno e de frente de serviço na seca.
_ Seu Joaquim, o senhor veio procurar o médico por quê?
- Bem dotô!
_ Ói! Vim percurá o sinhô promode num sô mais o mermo. Anda vingano umas maledicência n’eu que to sem agüentá
Meio desorientado com o vocabulário apresentado pelo agricultor, mas acreditando ter que manter sua postura de doutor, o médico continuou a consulta.
_ Pois então diga o que é?
_ Pra cumeçá, to c’uma dô nas pá – bem nas ponta das cruz- descendo no êxo do tronco partindo pros fecho dos quarto. Chegano nas cadêra se espáia pra bacia, descendo pras perna, passando por trás das canela – mermo nas batata da perna- indo inté o rejeito.
Seu Joaquim ainda continuou, não dando chance ao médico interrompê-lo.
_ Inda tô apresentando um arguêro na menina dos zói que num tem picinêz que dê jeito (inté já recebi um do vereador Zé de Biu e outro de Elizeu – meu cumpade, mas mermo que nada)
_ Ói,
_ Tô c’uma pereba na cantarêra que coça que só a mulesta. A guela e a campainha é inchada direto. É um roncado na boca do estambo, um gosto azedo na boca, um aperrei no juízo, as oiça curta.
_ Seu dotô, o sinhô me imagina que inté na hora de fazê as obrigação é uma peleja da peste. Boto força, fico rochim...prá saí uma coisinha de nada e, tem mais, pôde que num tem cristão que agüente. Na hora de vertê água é ôtro aperrei – o mijo sai de pingo em pingo- parecendo conta de rosário na mão de beata.
_ Os dotô do Crato já passaro uns caxete – é cada píula que dá medo. Agente sente inté uma miora, más é pôca. E o sinhô, qué que diz?
A essa altura, o jovem letrado médico, mostrava um certo pânico no olhar, diante do queixoso seu Joaquim. Pouco entendera o que se passava com aquele homem diante de si.
_ Bem, Vamos solicitar uns exames depois o senhor volta, ok?
Naquele dia, o Jovem médico viu-se frustrado por não ter sido apresentado, ainda na faculdade, a um certo dicionário médico segundo o matuto.
Júlio Lima
Médico Ortopedista/ Traumatologista
Professor
VIVER OU EXISTIR
Viver não é uma das atividades mais fáceis de realizar. Saber viver, então, nem se fala. Muitas pessoas na realidade apenas existem. Não sabem a que vieram e, sabe de uma coisa? Nem estão preocupadas nesse conteúdo ou não têm consciência que pode haver algo além da simples existência.
Viver é muito mais complicado. Requer atributos inatos, que em alguns existentes estão atrofiados pelo desuso, além de atributos adquiridos a cada janeiro vivido.
Poderíamos empiricamente listar como atributos inatos: capacidade para desenvolver a sensibilidade, a gentileza, o perdão, a inteligência emocional para o bom convívio com os demais seres e a natureza, entre outros.
Os atributos adquiridos,ao meu ver, dependem de alguns fatores mais específicos, os quais farão a grande diferença durante a vida do homem, muitas vezes, determinando seu lugar na família, comunidade, sociedade ou até na história. Poderíamos listar: clã de origem, religião de escolha ou imposta, país onde nasceu, momento histórico e por aí vai.
Lembremos que para Jean Jaques Rousseau, o homem nasce bom e é corrompido pela sociedade. Mas quem a constituiu, se não os homens? Se considerarmos as diferentes raças humanas cada uma com características sociais que lhes são peculiares?
Poderíamos imputar a formação das sociedades como as conhecemos hoje à preservação das diferentes raças humanas.
Algumas vezes, a humanidade teve que lutar contra as idéias de Darwin, interpretadas inadequadamente por representantes de algumas nações, onde algumas raças ao invés de terem sido subjugadas bélica e moralmente, poderiam ter sido dizimadas definitivamente pelos mais “fortes e aptos” na luta, não pela sobrevivência, mas pelo poder e riquezas existentes em nosso planeta.
Viver requer bom senso, uso coerente de seu aparelho de julgamento, ética com os pares e com a humanidade e a natureza.
O imposto que a vida cobra pela aquisição do aprendizado sobre como viver não é pequeno, porém o investimento que se faz, com certeza ainda vale a pena.
A construção das sociedades foi, é muito importante para a evolução organizacional e tecnológica da humanidade; porém, a imposição na forma e no estilo de viver, feita pelo modelo socioeconômico vigente em determinada época, favorece ao desenvolvimento da “matrix” social. Dessa forma, Contribui pouco, nada ou negativamente para a evolução natural dos aspectos emocionais e espirituais dos indivíduos e de como eles podem efetivamente viver.
A passagem da infância para fase adulta tira do indivíduo o riso fácil, a espontaneidade, a verdade sem subterfúgios, diminui sua capacidade de recuperação diante das frustrações, de fazer amigos e de mostrar-se confiável e confiante diante do outro.
Ser adulto na “matrix” social criada pelo homem é ser refém das exigências, imposições e controle oficial ou do inconsciente coletivo, realizado pelos órgãos ali constituídos e que marcham, muitas vezes, em direção contrária ao crescimento individual.
O “corpo” social se faz viril à custa do padecimento da sua unidade celular básica: o homem.
Se fizermos um comparativo, mesmo que subjetivamente e sem o rigor do estudo científico milimétrico; entre a evolução econômica, tecnológica, acúmulo de riquezas, organização social e até comunitária, e o crescimento de valores altruístas de solidariedade, gentileza, afeto e ética do ser humano individual ou coletivamente, teremos uma grande impressão, mesmo que subjetiva, de uma considerável diferença exponencial a favor dos primeiros. As riquezas mundiais se multiplicaram, enquanto o homem continua ceifando a vida de um par por motivos banais.
Estamos entrando no terceiro milênio e perfazemos mais de seis séculos de hegemonia do pensamento crítico e científico. A idade média, conhecida como idade das trevas foi assim condenada por sua “estagnação” na evolução econômica da humanidade.
Não quero e nem posso negar o benefício que é uma expectativa de vida próxima de cem anos, em algumas sociedades, as facilidades de deslocamento e informação, o conforto que hoje gozamos, frutos do raciocínio e rigor metodológico. Não proponho o retorno aos feudos.
No entanto, proponho uma discussão: Não estaria na hora de fazermos com que a ciência, hoje preconceituosa, vaidosa e arrogante, buscasse contribuir, não apenas para o crescimento das nações, mas também, para acelerar descobertas sobre formas de garantir que os atributos inatos sejam utilizados por todos em benefício do todo e do planeta?. Dessa forma o homem deixaria de ser apenas fragmentos descontínuos da sociedade.
Não falo de psicologia com explicações técnicas das sensações humanas. Falo de encontrar maneiras que estimulem a gentileza, como um bom dia entre pessoas ao se encontrarem, solidariedade com a dor e dificuldade do outro, do amor franciscano e não do que barganha (se te ofereço, quero em dobro), da ética em casa e no trabalho, da libertação dos preconceitos, aprendendo a conviver bem com as diferenças entre os pares, ou mesmo, com os diferentes.
Até quando teremos nações ricas, organizadas e eficientes com pobres homens bárbaros.
Júlio Lima
Professor
Médico ortopedista/traumatologista
.
APRENDI COM MINHA MÃE... (adaptação)
... E ninguém morreu e nem ficou cheio de complexo ou problema para enfrentar o
mundo! Hoje, os pais teimam em querer transferir sua responsabilidade de educação elimite dos filhos à escola ou a psicóloga...se está dando certo? Responda você mesmo a
esta indagação.
A EDUCAÇÃO HOJE EM DIA É BEM DIFERENTE, MAS ACHO QUE NÃO HÁ
NADA ERRADO COM AS BRONCAS e PALMADAS QUE LEVEI!!!!Minha mãe ensinou-me a VALORIZAR O SORRISO...
- 'ME RESPONDE DE NOVO E EU TE ARREBENTO OS DENTES!'
Minha mãe me ensinou a RETIDÃO.
- 'EU TE AJEITO NEM QUE SEJA NA PANCADA !'
Minha mãe me ensinou LÓGICA E HIERARQUIA...
- 'PORQUE EU DIGO QUE É ASSIM! PONTO FINAL! QUEM É QUE MANDA
AQUI?'
Minha mãe me ensinou o que é MOTIVAÇÃO...
- 'CONTINUA CHORANDO QUE EU VOU TE DAR UMA RAZÃO VERDADEIRA
PARA VC CHORAR!'
Minha mãe me ensinou a CONTRADIÇÃO...
- ' FECHA A BOCA E COME!'
Minha Mãe me ensinou sobre ANTECIPAÇÃO...
- 'ESPERA SÓ ATÉ SEU PAI CHEGAR EM CASA !'
Minha Mãe me ensinou sobre PACIÊNCIA...
- 'CALMA!... QUANDO CHEGARMOS EM CASA VOCÊ VAI VER SÓ...'
Minha Mãe me ensinou a ENFRENTAR OS DESAFIOS...
- 'OLHE PARA MIM! ME RESPONDA QUANDO EU TE FIZER UMA
PERGUNTA!'
Minha Mãe me ensinou sobre RACIOCÍNIO LÓGICO...
- 'SE VOCÊ CAIR DESSA ÁRVORE VAI QUEBRAR O PESCOÇO E EU VOU TE
DAR UMA SURRA!'
Minha Mãe me ensinou MEDICINA...
- 'PÁRA DE FICAR VESGO MENINO! PODE BATER UM VENTO E VOCÊ VAI
FICAR ASSIM PARA SEMPRE .'
Minha Mãe me ensinou sobre o REINO ANIMAL...
- 'SE VOCÊ NÃO COMER ESSAS VERDURAS, OS BICHOS DA SUA BARRIGA
VÃO COMER VOCÊ!'
Minha Mãe me ensinou sobre SEXO...
- '...E COMO VOCÊ ACHA QUE VOCÊ NASCEU?'
Minha Mãe me ensinou sobre GENÉTICA...
- 'VOCÊ É IGUALZINHO AO SEU PAI!'
Minha Mãe me ensinou sobre minhas RAÍZES...
- ' TÁ PENSANDO QUE NASCEU DE FAMÍLIA RICA É?'
Minha Mãe me ensinou sobre a SABEDORIA DE IDADE...
- 'QUANDO VOCÊ TIVER A MINHA IDADE, VOCÊ VAI ENTENDER .'
Minha mãe me ensinou RELIGIÃO...
- 'MELHOR REZAR PARA ESSA MANCHA SAIR DO TAPETE!'
Minha mãe me ensinou o BEIJO DE ESQUIMÓ...
- 'SE RABISCAR DE NOVO, EU ESFREGO SEU NARIZ NA PAREDE!'
Minha mãe me ensinou CONTORCIONISMO...
- 'OLHA SÓ ESSA ORELHA! QUE NOJO!'
Minha mãe me ensinou DETERMINAÇÃO...
- 'VAI FICAR AÍ SENTADO ATÉ COMER TODA COMIDA!'
Minha mãe me ensinou habilidades como VENTRÍLOGO...
- ' NÃO RESMUNGUE! CALA ESSA BOCA E ME DIGA POR QUE É QUE VOCÊ
FEZ ISSO?'
Minha mãe me ensinou a SER OBJETIVO...
- 'EU TE AJEITO NUM TAPA SÓ !'
Minha mãe me ensinou a ESCUTAR...
- 'SE VOCÊ NÃO ABAIXAR O VOLUME, VOU AÍ E QUEBRO ESSE RÁDIO!'
Minha mãe me ensinou a TER GOSTO PELOS ESTUDOS...
- 'SE EU FOR AÍ E VOCÊ NÃO TIVER TERMINADO ESSA LIÇÃO, VOCÊ JÁ
SABE!...'
Minha mãe me ajudou na COORDENAÇÃO MOTORA...
- 'AJEITA AGORA ESSA BAGUNÇA!! PEGA UM POR UM!!'
Minha mãe me ensinou os NÚMEROS...
- 'VOU CONTAR ATÉ DEZ. SE ESSE VASO NÃO APARECER VOCÊ LEVA UMA
SURRA!'
Minha mãe me ensinou sobre a majestosa sabedoria popular...
PASSARINHO QUE COME PEDRA SABE O CU QUE TEM...
VOCÊ VAI VER COM QUANTOS PAUS SE FAZ UMA CANOA...
QUEM NÃO PODE COM O POTE NÃO PEGA NA RODILHA...
DEPOIS NÃO DIGA: AI,AI, AI...SANTO ANTONIO ME ENGANOU...
Muito obrigado, minha Mãe... Paulo Freire e freud tomariam-lhe a benção
terça-feira, 28 de junho de 2011
OS PARADÍGMAS DE UM CHEFE
A palavra chefe deriva do francês chieef, que por sua vez tem sua origem do latim caput,ítis = cabeça, parte superior.
Muitas são as maneiras pelas quais os chefes são conhecidos: cabeça, cabo, capitão, condutor, diretor, dirigente, general, guia, líder, mentor, principal, e por aí vai...
Você escolhe ser chefe ou é recrutado a sê-lo? O chefe necessariamente possui a mesma ideologia de sua empresa?
Características individuais de liderança, organização, conhecimento técnico profundo, empreendedorismo são suficientes para tornar alguém um bom comandante?
O humor, por exemplo, é necessário a um líder? Muitas vezes, observamos alguns diretores amáveis, leves, bem humorados; outras, observa-se alguns que possuem um “humor” tão afiado quanto um esmeril de pedreira, daqueles que só quem consegue rir de seus comentários é ele e seus comandados puxa-sacos mais próximos (desses falarei em texto futuro – os paradigmas do puxa-saco).
Há diversas formas de adquirir respeito e motivação para o trabalho pelos comandados: Pela força (tirania, perseguição, intimidação), pelo exemplo (cobra do outro o que ele pratica), pela coerência ( não generaliza, não favorece, não acossa), pela Justiça ( ninguém espera que um chefe seja bom; se não, justo).
Viver sobre a égide de um tirano dói o corpo e a alma, causa depressão, impotência, hipertensão, diabetes... O sujeito que persegue geralmente o faz no intuito de encobrir, esconder suas limitações e fraquezas; e ainda, sua incompetência, sendo geralmente capacho e subserviente de seu superior.
Àquele que intimida traz impregnado em seu DNA o gen da covardia.
Ser trabalhador, gostar do que faz, conhecer o trabalho e seus comandados, ser exigente com coerência, reconhecendo as limitações de cada um, procurando estimular as qualidades individuais; saber posicionar-se com firmeza, com gentileza, com seriedade e com afeto faz brotar nos convives de trabalho um senso de responsabilidade e vontade de acertar. Faz o funcionário sentir-se parte de uma engrenagem que necessita de sua força; ou paciência; ou inteligência; ou sensibilidade; ou destreza. Atribuições pessoais que só gerará bom resultado, caso o trabalho seja realizado em equipe, com valorização de todos, pois não acredito que alguém consiga deter todas àquelas qualidades sozinhas.
Imaginar um mentor que não possua inteligência emocional deveria ser um absurdo, pois acredito que faz parte das qualidades básicas de um superior. Pena que não é e, mais pena ainda, é que a maioria dos cabeças não sentem essa necessidade para o seu dia-a dia.
Manter-se coerente não é tarefa fácil. Os vários funcionários de um mesmo setor não produzem de maneira uniforme. A motivação, a criatividade, o esforço, a tolerância, o conhecimento técnico não são iguais e isso deve ser considerado pelo comandante, não para dar privilégios, mas para resgatar, estimular e fortalecer os menos hábeis. De outra forma, colocar o preguiçoso, o indisponível, o limitado no mesmo balaio do esforçado, do paciente, do que tem iniciativa poderá gerar insatisfações e queda na qualidade do trabalho. Cuidado maior se deve ter para não tratar os iguais de forma diferente, gerando injustiças.
Da mesma forma que nenhum bom funcionário espera que um chefe seja bom; e sim que ele seja justo, cabe ao mentor não esperar ou exigir que o comandado seja submisso, subserviente, sem opiniões próprias.
Um chefe não pode ter medo da contestação, da sabatina, da contra-argumentação.
Humildade através do reconhecimento de suas limitações torna o homem sábio e forte.
Um bom timoneiro não procura glórias individuais. Ele deve reconhecer que seu sucesso é resultado de um trabalho de todos. Querer a glória sozinho minará sua liderança e o tornará em um rei solitário.
Júlio Lima
Médico/professor
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Para começar o dia
SENHOR,
Ajuda- me a escolher a verdade diante dos fortes,
e não escolher mentiras para ganhar o aplauso dos fracos.
se me deres fortuna, não me tire a razão.
se me deres êxito, não me tire a humildade.
se me deres humildade, não me tire a dignidade.
ajuda-me sempre a ver a outra face da moeda. Não me deixe acusar de
traição os demais por não pensar como eu.
ensina-me a amar as pessoas como a ti mesmo e a não julgar-me como aos demais.
Não me deixe cair em orgulho se triunfar,
nem em desespero se fracassar.
mas, lembre-me que o fracasso é a experiência que precede o triunfo.
Mahatma Gandhi – Líder Religioso Indiano
terça-feira, 14 de junho de 2011
Repeitem nossos valores - e cabelos, por Henrrique França
Amigos, faço minhas as palavras de Henrrique França. Comu
[@RiqueFranca]
Francisco César Gonçalves é um sertanejo destemido e
sensível. O cara cresceu no burburinho cultural brasileiro-nordestino,
tornou-se um irreverente e talentoso cantor, encantou o mundo com suas
canções e acabou na vida administrativa. Hoje, secretário de Cultura
da Paraíba, Chico César mostra que, apesar das assinaturas e
burocracia necessárias ao cargo que exerce, permanece um dom Quixote
da cultura do Nordeste, sua terra, sua gente, seu valor.
Negro, de família humilde, sertaneja, fora dos padrões
emburrecidos de “beleza”, Chico tem na palavra sua espada. E com ela
vence batalhas, apesar de fazê-lo diante da impossibilidade de ferir
um ou outro. Esses dias, o nome de Chico César voltou a provocar
reações positivas e negativas, depois que o secretário declarou que
grupos musicais que destoantes da tradição musical nordestina – as
bandas de forró de plástico ou as duplas sertanejas – não serão
contratados pelo Governo da Paraíba para a programação do São João
local.
Com a polêmica nos principais sites de notícias da
Paraíba e do Brasil, com seu nome entre os dez assuntos mais
comentados do twitter, Chico César foi vítima e vilão, ganhou mais
respeito por alguns e insultos por outros. E, pasmem, ganhou um bom
número de internautas que declararam sequer conhecer esse “tal Chico
César”! Os argumentos contrários à declaração do cantor se baseiam na
vontade popular: se o povo gosta, dê a ele todo lixo em forma de
canção, dancinhas e gritinhos.
O argumento é frágil e pouco convincente. Se assim
fosse, que tal ampliarmos a discussão para outras áreas. Se o povo
gosta de fumar, libera o cigarro; se o povo gosta de acelerar, libera
essa besteira de limite de velocidade nas ruas; se há pais que não
acham necessário matricular seus filhos em uma escola (melhor levá-los
para pedir um trocado nos semáforos), deixe que eles, como pais
decidam. Parece exagero? Sim, mas não é. A música é, sim, um
instrumento de mudança social. Aliás, qualquer forma de arte possui
essa capacidade.
Então, quando eu relego a décimo plano uma música que
nos identifica como povo, que fala a língua do Nordeste, que nos
remete a memórias ancestrais dos nosso pais, avós, que valoriza as
pessoas, as relações, mesmo os embates históricos, as lembranças de
uma trajetória nordestina – seja cantando um pássaro ou um lamento do
homem sertanejo, seja narrando o despertar da adolescência da menina
do interior ou uma disputa engraçada de embolada -, estou lançando
toda essa carga de história aos resíduos memoriais.
Não, não se trata de alienação ou de direcionamento do
que eu devo ou não ouvir. Trata-se, sim, de respeitar o povo a quem
ele – Chico César – serve. Caso contrário, há quem concorde em pagar
caro por artistas que elevem em suas canções o machismo exacerbado, o
xingamento gratuito, a insinuação de pedofilia, a exposição de
mulheres como pedaços de carne rebolando sobre um palco, sendo
desejadas de forma tão obscena que se torna vergonhoso por se dar em
espaço público, que traz em suas letras refrões do tipo “vem molhar o
meu corpo, quero ver se vai resistir o que tenho aqui”, “o meu bolso é
minha guia, a bebida é a razão”, “eu juro não vou sossegar - se você
não me der, desculpa, eu vou roubar”? Tem mais: “Vai começando na
cabeça/ Vai descendo pro queixinho/ Menina gostosinha, eu sou o seu
neguinho/ Alisando, alisando, esse lindo umbiguinho/ Se você não
aguenta fale assim pra mim: Ai painho, a-a-ai painho.”
Atenção, críticos e suas metralhadoras giratórias. É
isso que vocês estão defendendo? Não se trata, aqui, simplesmente de
arte. Trata-se de comportamento, respeito, o mínimo de coerência.
Porque quando um “painho” estupra a própria filha ficamos todos
revoltados. Porém, quando um “artista” canta isso, insere uma voz de
criança para cantar “a-a-ai painho” ninguém se constrange ou se
indigna? É isso mesmo? Chico César é um artista que está secretário.
Não cabe aqui avaliar sua atuação administrativa, mas esse é o mesmo
homem que escreveu, na canção-desabafo “Odeio Rodeio”: Me tira a
calma, me fere a alma, me corta o coração. É bom pro mercado de disco
e de gato, laranja e trator / Mas quem corta a cana não pega na grana,
não vê nem a cor.
Palavras de Chico, como secretário: “Nunca nos passou
pela cabeça proibir ou sugerir a proibição de quaisquer tendências.
Quem quiser tê-los que os pague, apenas isso. São muitas as
distorções, admitamos. Não faz muito tempo vaiaram Sivuca em festa
junina paga com dinheiro público aqui na Paraíba porque ele, já
velhinho, tocava sanfona em vez de teclado e não tinha moças seminuas
dançando em seu palco. Vaias também recebeu Geraldo Azevedo porque ele
cantava Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro em festa junina financiada
pelo governo aqui na Paraíba, enquanto o público, esperando a dupla
sertaneja, gritava "Zezé cadê você? Eu vim aqui só pra te ver".”
Dizem que Chico César está sendo intolerante. Talvez
devêssemos nós, como “baluartes” da dignidade, nos colocarmos de forma
a não tolerar mais certas manifestações “culturais” que nos enfiam
goela abaixo valores distorcidos em forma de canções “divertidas”. Não
sou preto na pele, não sou musicalmente talentoso como nosso
secretário de Cultura, mas aproveito alguns poucos fios de cabelo que
agrisalham minha cabeça para cantar com Chico:
Respeitem meus cabelos, brancos
Chegou a hora de falar
Vamos ser francos
Pois quando um preto fala
O branco cala ou deixa a sala
Com veludo nos tamancos.
[Texto publicado na coluna #CotidianaMente, do Jornal A União, em 20/04/2011]
[@RiqueFranca]
Francisco César Gonçalves é um sertanejo destemido e
sensível. O cara cresceu no burburinho cultural brasileiro-nordestino,
tornou-se um irreverente e talentoso cantor, encantou o mundo com suas
canções e acabou na vida administrativa. Hoje, secretário de Cultura
da Paraíba, Chico César mostra que, apesar das assinaturas e
burocracia necessárias ao cargo que exerce, permanece um dom Quixote
da cultura do Nordeste, sua terra, sua gente, seu valor.
Negro, de família humilde, sertaneja, fora dos padrões
emburrecidos de “beleza”, Chico tem na palavra sua espada. E com ela
vence batalhas, apesar de fazê-lo diante da impossibilidade de ferir
um ou outro. Esses dias, o nome de Chico César voltou a provocar
reações positivas e negativas, depois que o secretário declarou que
grupos musicais que destoantes da tradição musical nordestina – as
bandas de forró de plástico ou as duplas sertanejas – não serão
contratados pelo Governo da Paraíba para a programação do São João
local.
Com a polêmica nos principais sites de notícias da
Paraíba e do Brasil, com seu nome entre os dez assuntos mais
comentados do twitter, Chico César foi vítima e vilão, ganhou mais
respeito por alguns e insultos por outros. E, pasmem, ganhou um bom
número de internautas que declararam sequer conhecer esse “tal Chico
César”! Os argumentos contrários à declaração do cantor se baseiam na
vontade popular: se o povo gosta, dê a ele todo lixo em forma de
canção, dancinhas e gritinhos.
O argumento é frágil e pouco convincente. Se assim
fosse, que tal ampliarmos a discussão para outras áreas. Se o povo
gosta de fumar, libera o cigarro; se o povo gosta de acelerar, libera
essa besteira de limite de velocidade nas ruas; se há pais que não
acham necessário matricular seus filhos em uma escola (melhor levá-los
para pedir um trocado nos semáforos), deixe que eles, como pais
decidam. Parece exagero? Sim, mas não é. A música é, sim, um
instrumento de mudança social. Aliás, qualquer forma de arte possui
essa capacidade.
Então, quando eu relego a décimo plano uma música que
nos identifica como povo, que fala a língua do Nordeste, que nos
remete a memórias ancestrais dos nosso pais, avós, que valoriza as
pessoas, as relações, mesmo os embates históricos, as lembranças de
uma trajetória nordestina – seja cantando um pássaro ou um lamento do
homem sertanejo, seja narrando o despertar da adolescência da menina
do interior ou uma disputa engraçada de embolada -, estou lançando
toda essa carga de história aos resíduos memoriais.
Não, não se trata de alienação ou de direcionamento do
que eu devo ou não ouvir. Trata-se, sim, de respeitar o povo a quem
ele – Chico César – serve. Caso contrário, há quem concorde em pagar
caro por artistas que elevem em suas canções o machismo exacerbado, o
xingamento gratuito, a insinuação de pedofilia, a exposição de
mulheres como pedaços de carne rebolando sobre um palco, sendo
desejadas de forma tão obscena que se torna vergonhoso por se dar em
espaço público, que traz em suas letras refrões do tipo “vem molhar o
meu corpo, quero ver se vai resistir o que tenho aqui”, “o meu bolso é
minha guia, a bebida é a razão”, “eu juro não vou sossegar - se você
não me der, desculpa, eu vou roubar”? Tem mais: “Vai começando na
cabeça/ Vai descendo pro queixinho/ Menina gostosinha, eu sou o seu
neguinho/ Alisando, alisando, esse lindo umbiguinho/ Se você não
aguenta fale assim pra mim: Ai painho, a-a-ai painho.”
Atenção, críticos e suas metralhadoras giratórias. É
isso que vocês estão defendendo? Não se trata, aqui, simplesmente de
arte. Trata-se de comportamento, respeito, o mínimo de coerência.
Porque quando um “painho” estupra a própria filha ficamos todos
revoltados. Porém, quando um “artista” canta isso, insere uma voz de
criança para cantar “a-a-ai painho” ninguém se constrange ou se
indigna? É isso mesmo? Chico César é um artista que está secretário.
Não cabe aqui avaliar sua atuação administrativa, mas esse é o mesmo
homem que escreveu, na canção-desabafo “Odeio Rodeio”: Me tira a
calma, me fere a alma, me corta o coração. É bom pro mercado de disco
e de gato, laranja e trator / Mas quem corta a cana não pega na grana,
não vê nem a cor.
Palavras de Chico, como secretário: “Nunca nos passou
pela cabeça proibir ou sugerir a proibição de quaisquer tendências.
Quem quiser tê-los que os pague, apenas isso. São muitas as
distorções, admitamos. Não faz muito tempo vaiaram Sivuca em festa
junina paga com dinheiro público aqui na Paraíba porque ele, já
velhinho, tocava sanfona em vez de teclado e não tinha moças seminuas
dançando em seu palco. Vaias também recebeu Geraldo Azevedo porque ele
cantava Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro em festa junina financiada
pelo governo aqui na Paraíba, enquanto o público, esperando a dupla
sertaneja, gritava "Zezé cadê você? Eu vim aqui só pra te ver".”
Dizem que Chico César está sendo intolerante. Talvez
devêssemos nós, como “baluartes” da dignidade, nos colocarmos de forma
a não tolerar mais certas manifestações “culturais” que nos enfiam
goela abaixo valores distorcidos em forma de canções “divertidas”. Não
sou preto na pele, não sou musicalmente talentoso como nosso
secretário de Cultura, mas aproveito alguns poucos fios de cabelo que
agrisalham minha cabeça para cantar com Chico:
Respeitem meus cabelos, brancos
Chegou a hora de falar
Vamos ser francos
Pois quando um preto fala
O branco cala ou deixa a sala
Com veludo nos tamancos.
[Texto publicado na coluna #CotidianaMente, do Jornal A União, em 20/04/2011]
terça-feira, 24 de maio de 2011
No dia de minha morte
No dia de minha morte despertarei disposto e tranqüilo.
Tomarei um café da manhã com sabor de infância feliz. Vestirei uma roupa leve e sem camisa. Estará chovendo. Darei a mão à chuva e dançarei consigo.
A água que alimenta, também equilibrar-me-á os humores, removerá a tristeza, eliminará o restim de melancolia, os nãos rejeitados, os sins infelizes, os por quês não explicados.
No dia de minha morte viajarei pelas mais belas paisagens terrestres e planetárias; comerei sem preocupação com o açúcar ou o colesterol, e cantarolarei rouco, desafinado e firme... em voz alta, claro!
A água que do céu viaja trará consigo a força antípoda da energia do fogo que me faz queimar, arder de satisfação por ter vivido, sentido e encontrado com quem convivi, por quem senti e compartilhei fluídos quânticos de prazer e/ou idéias, conduzindo-me a excelência de ser homem que faz de seus medos, a arma mais combativa e eficaz, na caminhada terrena.
Esse fogo que tanto me aquece o coração, por tantas e tantas vezes, conduzindo a lançar-me sem escrúpulos moralistas, ao sabor do não, bem aceito, do sim, certeiro, sem explicações vis.
Esse fogo em mim aceso pelo vento norte, vento sul, vento de todas as direções e que me aproxima dos pássaros, fomentando diuturnamente em mim, vivendo e degustando o sentimento que mais amo e venero – a liberdade!
No dia que eu morrer, quero cinzas de mim. As cinzas? Que sejam distribuídas nos banquetes dos corruptos, insensatos e maus de coração tirando-lhes a risada falsa, a alegria maldita, a volúpia infame.
Noutra parte, entreguem-lhes nos braços do mar, no colo de Iemanjá onde repousarei.
O tiquim que sobrar, juntem-nas as sementes de flanboyants e as semeiem nos solo de minha terra querida, perto de minha gente e dos meus.
No dia de minha morte, quero festa. Sanfona, zabumba e triângulo tiniiiinndo.
Aos presentes, bolo de puba, milho e batata doce. Para não engasgar, suco de qualquer coisa.
Não deixem faltar cachaça da branca e da amarela, esta última, curtida no carvalho.
Aos amigos de vida, peço apenas um brinde com os dizeres: - Pense n’um caba arretado!!!!
A morte é a primeira gota de vida, é o passo seguinte, é a renovação diária, é o que afasta da ignorância, da estagnação e da inércia; é aprendizado, é maturidade, é sabedoria.
A morte é quem dirige o belo espetáculo da vida.
Júlio Lima
Médico/Professor
domingo, 22 de maio de 2011
EU E DEUS
EU E DEUS
Amar a Deus
É fidelidade
É feição
É coragem
É ação
É sorriso
Acreditar em Deus
É estado de vigília
É fazer por onde
É vencer-se
É ir além
É permanecer forte
Seguir a Deus
É enxergar além de um palmo
É viver com ética em tempo integral
É arregaçar as mangas para labuta
É ter o pé no chão
Ter Deus
É compartilhar conhecimento
É ter a justiça como norte
É ter o coração firme e forte
É oferecer o verbo, o ombro
É enxergar-se num irmão
Estar com Deus
É ter paz
Júlio Lima ( agosto/09)
Amar a Deus
É fidelidade
É feição
É coragem
É ação
É sorriso
Acreditar em Deus
É estado de vigília
É fazer por onde
É vencer-se
É ir além
É permanecer forte
Seguir a Deus
É enxergar além de um palmo
É viver com ética em tempo integral
É arregaçar as mangas para labuta
É ter o pé no chão
Ter Deus
É compartilhar conhecimento
É ter a justiça como norte
É ter o coração firme e forte
É oferecer o verbo, o ombro
É enxergar-se num irmão
Estar com Deus
É ter paz
Júlio Lima ( agosto/09)
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