sexta-feira, 13 de abril de 2012

Êxodo rural às avessas


Para Professora Norma Montalvo de Soler.

            O Brasil é um continente e possui diferentes biomas em seu território. Há mais de meio século éramos deflorados pelos europeus ávidos por riquezas alheias. Impuseram-nos economicamente uma vocação meramente extrativista e monoculturista.

            Sofremos vários ciclos produtores que, em seu período de vigência, traziam alguma prosperidade para a região contemplada. Foi assim com a cana de açúcar no Nordeste, com a borracha na Amazônia, com o ouro nas Minas Gerais e com o café em São Paulo e Sul do país.

            Quando nossas reservas eram dizimadas, por exemplo, o ouro de Minas que ainda hoje é posto à mesa da corte e alta sociedade inglesa por incompetência lusitana, ou nosso produto perdia valor no mercado mundial buscava-se nova cultura em outra região.

            Naquela área ficava o espasmo, o vazio, a decadência e parcas lembranças daqueles que tinham os pés fincados na terra como raízes. Restava ali uma população a mercê da própria sorte.

            Política Social? Do que se trata? Nada que resgatasse os que ficavam para fechar a porteira ou permaneciam dentro dela. Não havia política alguma no Brasil colonial, Império ou República, que não estivesse para o benefício da medíocre classe dominante.

            A região Nordeste, de bioma mais instável, sempre “pagou o pato” pelas confusões no céu, fosse pelo choro das virgens celestiais chovendo muito em pouco tempo, fosse pela escassez de algodão nos ares para converterem-se em água.

            Secas devastadoras, como em 1879 e 1915, traziam miséria, fome, desnutrição e doença a uma população há muito abandonada e esquecida pelo poder central. A bola da vez, nessa época, eram os cafezais nas grandes fazendas do interior de São Paulo.

            Nesse período houve um grande êxodo do Nordeste ao interior de São Paulo e Rio de Janeiro, minguado logo depois pela chegada dos imigrantes europeus mais “robustos, afeiçoados e espertos”.

            Com o início da industrialização esse contingente populacional, expulso dos cafezais busca trabalho nas crescentes cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. Esse povo miúdo, feio e miserável aos olhos dos gabolas aristocratas servia agora de lenha aos fornos das olarias recém-surgidas. Passam a povoar as encostas, morros e margens daquelas cidades.

            A esse povo só restava à dignidade pessoal já que a social lhe era furtada e a lembrança do amanhecer e pôr do sol de sua terra seca de onde vingaram a gente, prontos para a labuta e o sofrimento.

            No final da década de 1950 dá-se início, no planalto central brasileiro, a construção da nova capital do país, Brasília. Dessa vez, gente de todos os pontos do país, cearenses (como meu avô Júlio Luís Barbosa), potiguares, pernambucanos, mato-grossenses, capixabas, fluminenses, paroaras, bandeirantes migraram para a terra das plantas baixas em busca do que o Estado se fazia incapaz de lhes oferecerem em sua terra natal – emprego e comida.

            Nas décadas seguintes, de 1960, 1970 e primeira metade da década de 1980, há uma retomada da industrialização, do chamado milagre brasileiro, na verdade propaganda enganosa dos governos militares e que atraiu a população pobre com a promessa de trabalho e renda. Mais uma vez, os nordestinos foram recrutados para os subempregos e indigência inchando, cada vez mais, as grandes capitais do país, primordialmente as do Sudeste havendo uma crescente “favelização” nesses lugares.

            Desse período, trago fortes lembranças, principalmente da seca de 1983. Ano em que perdi parte dos amigos que seguiram empurrados pela força gravitacional da miséria para o sul com suas famílias. Igualmente a eles, milhares de conterrâneos seguiram em paus-de-arara, coletivos clandestinos ou pela Itapemirim rumo aos subúrbios.

            No entanto, muitos foram os teimosos que se negaram a romper o cordão umbilical com sua terra e sua gente. Para esses restava à lida em frentes de serviços, como construções de açudes subsidiados pelo governo, cuja ajuda concreta se limitava a uma tímida feira básica, aonde o feijão já vinha rico em gorgulhos.

            Muitas famílias de homens bravos, íntegros, honestos e acima de tudo crentes, cuja palavra dada tinha força de assinatura em cartório caíram no “conto do vigário” e na ilusão do “sul maravilha”.

            Esses homens e mulheres partiam levando suas “ninhadas” de pequenos, pois poucos eram aqueles que possuíam menos de seis filhos dependentes. Essa gente, arrancada pela miséria e pela fome, troca seus roçados secos por casebres amontoados em morros do sudeste.

            Mal desembarquem em terra estranha com gente esquisita, como diria Renato Russo, partem em busca de um serviço para alimentar o bucho, pois serviço foi só do que a maioria sempre sobreviveu já que sem estudo, emprego para eles não existia. Seus filhos agora brincam entre becos e sobre lamas e lajes. Na ausência dos pais logo aprendem o caminho do asfalto.

            Os anos se sobrepuseram e esses pais já não tinham controle sobre suas crias que vivendo na miséria urbana já não são regidos pelos mesmos preceitos de hombridade e subserviência de seus pais e avós.
            O retirante que chegara adulto na cidade grande nunca se homogeneizara com aquele universo e vive a ilusão de retornar a suas origens. No entanto, essa mesma gente agora submetida às leis e regras urbanas de sobrevivência há muito perdera sua ingenuidade e também já não se homogeneízam com aqueles que não partiram. São  brasileiros híbridos e sem identidade, pois não se veem completamente urbanos; tão pouco como o camponês que fora.

            Nesse meio tempo, seus filhos e os filhos dos filhos nascidos e formados nos morros e favelas e na inércia perversa do governo com ausência de políticas públicas e sociais efetivas, aliados a uma sociedade de consumo excludente e de valores morais e prioridades questionáveis passam a serem presas fáceis aos grandes cartéis e financiadores do tráfico de drogas e, por vezes, atores do jogo de violência de toda sorte.

            No final dos anos 90 e, por toda última década, presenciamos em fim um início de distribuição do avanço econômico vivenciado pelo país, que pela primeira vez em sua história apresenta avanços significativos em todas as regiões.

            Com o favorecimento do cenário mundial, aliado as políticas públicas, ainda deficitárias, mas presentes há uma melhoria substancial na qualidade de vida das cidades de pequeno e médio porte em todos os estados do Nordeste.

            Nas grandes metrópoles observa-se também o aumento da repressão a violência com melhoria do aparato tecnológico dessas cidades e de suas polícias.

            Essa conjuntura, dentre outros fatores, desencadeou na última dezena de anos um êxodo rural às avessas fazendo com que haja nas cidades nordestinas menores e medianas, assim como na zona rural, um aumento da violência, uso de drogas e criminalidade sem precedentes em nossa história.

            Essa violência qualificada formada nos subúrbios paulistanos, cariocas e de outras metrópoles pelos descendentes daqueles que partiram para o sul, em revoada de retorno, em fuga ou em busca de oportunidade, tem gerado o caos, aonde outrora existia uma vida pacata e segura.

            O cidadão interiorano camponês tem sido saqueado em seus bens, sua vergonha e dignidade por “mutantes” emigrados que não conhecem, tão pouco valorizam, alguma coisa de suas raízes. São homens contaminados pela perversidade e barbárie tão comuns nos lugares de onde partiram.

            Temos, sem dúvida, grandes exemplos de superação e vitória de parte daqueles que se foram e de seus formados. Cidadãos que superaram todas as dificuldades e venceram em terra alheia muito mais por méritos pessoais e não pela presença do Estado.

            Será que o preço do progresso passa inevitavelmente pela perda da paz e da segurança, pela frieza burocrática das relações, pela escassez de tempo para projetos e ações pessoais, pelo desequilíbrio emocional de nossos cidadãos?

            De tudo que caracteriza o progresso, talvez a violência sofrida pelo homem comum seja de longe o principal item que nos leva a questionar a real vantagem desse negócio de “desenvolvimento”.

            Até onde vale a pena esse modelo de crescimento e modernização vigente em nosso país? Será possível a tal da sustentabilidade também para nossa região e nosso povo ou isso é retórica de românticos? O ser humano é corrompido com o caminhar dos anos ou trás em si a voracidade do lobo sobre os iguais?
            Devemos apenas assistir da geral as transformações sociais a que estamos sujeitos ou cabe-nos o dever de lutar para participar da engrenagem que faz funcionar essa máquina? Já não está na hora de maturar nossa democracia e deixarmos de lado o discurso que ainda estamos engatinhando ou somos muito jovens nesse processo? 

Como diria Nelson Rodrigues – Aos jovens peço apenas que cresçam e tornem-se adultos (sem perder a alegria, por favor!). 

A todos, peço apenas que descruzem os braços!

Júlio Lima
Médico/ Professor


           

           

           

quarta-feira, 4 de abril de 2012

O PARADÍGMA HUMANO

              A burrice humana está nas atitudes que invariavelmente chegará ao vazio, à inércia, a depressão, a um fim pouco glamouroso de quem coloca no dinheiro sua razão de viver.
              A cada dia que passa me convenço, cada vez mais, que o grande mau da humanidade é a própria raça humana ou seria, n’um passo à frente do pensamento, o fato do ser humano obrigatoriamente converter-se de criança à adulto.
              Sim, penso que o humano adulto, macho ou fêmea, é a razão da desordem ecológica e moral de nossa raça.
             Se bem observarmos, as crianças, pelo menos àquelas ainda não contaminadas por pais negligentes, permissivos ou perversos, possuem em sua essência a afabilidade, a confiança no próximo, a ausência de maldade, artimanha ou subterfúgios, a sensibilidade na percepção do outro, seja no cuidado ou na solidariedade.
             Junte algumas crianças de mesma faixa etária e deixe-as livres. A amizade brotará fácil como grão em chuva. A disputa de espaço, quando há, se dar por reprodução de atitudes geralmente observadas nos seus cuidadores.
             A criança não aprende somente com palavras; mas principalmente pela observação dos gestos e comportamentos dos adultos que as rodeiam. O pequeno aprende com o exemplo.
             Assistindo o espetáculo da cantora Maria Rita em homenagem a sua mãe Elis, deparamo-nos com a prática sobre a teoria interessante de Belchior, na qual sugere que mesmo a despeito de todos os nossos esforços e estímulos do mundo, reproduzimos o que vemos em nosso lar. O que vemos nossos pais, nossas fôrmas fazerem.
            Então o que dizer de uma família com dois ou mais filhos? Sabidamente as personalidades são diferentes. Sim são diferentes por que cada um captou, sintonizou ou simplesmente foi tocado por uma fatia também diferente de todo o espectro de atitudes, emoções e regras cotidianas apresentadas pelos adultos que mais convivem. Não se pode esquecer, nem tão pouco, desmerecer o papel da escola e dos grupos sociais nesse contexto, porém sua abrangência é principalmente na esfera superficial, agindo de forma limitada sobre a essência.
             De outra forma, ser adulto é na maioria das vezes enfadonho, cansativo, sem muita graça. É cinzento. O homem adulto se torna sem brilho quando a ele é apresentado à noção de dinheiro, do ter e do que isso pode fazer com sua vida.
            É apresentada uma falsa ideia, ao jovem e assumida pelo adulto, que felicidade só poderá ser encontrada e será diretamente proporcional ao montante de moedas e de poder que acumular. É imposto a esse adulto uma perversa corrida pelo acúmulo de bens, pela obrigatoriedade a uma posição social de destaque, ou então, condenado está a ser um mero "cidadão comum".
            Essa ideia doentia disseminada pelos tempos e gerações chega ao inconsciente coletivo gerando uma legião de almas perdidas em busca do nada ou do sei lá o que?
             Nessa busca sem fim, afogam-se em vícios lícitos como o trabalho exagerado, o álcool, o fumo, os ansiolíticos e antidepressivos; enquanto outros, caem na contravenção ou perversão. São os doentes de alma socialmente saudáveis e, por vezes, bem sucedidos.
             Se paga um preço muito caro pela perda da ingenuidade. Homens e mulheres mutilados de sua pureza e inteligência emocional e espiritual, amargam o purgatório da falsa felicidade do glamour. A busca incessante por algo que não possuem, por imaginar que será bom, até possuí-lo e não lhe satisfazer mais, alimenta o adulto de vazio.
             Há poucos dias morria o humorista cearense Chico Anísio e de si fizeram cinzas, as quais foram distribuídas entre dois lugares onde ele teria sido mais feliz. Um deles era sua terra natal que representava sua infância, sua fonte de vida, sua fortaleza, dentre tantos lugares festivos e "chiques" que frequentou e conviveu.
             Acredito plenamente que a maneira de se encontrar alguma lucidez nesse picadeiro que é o mundo, onde não passamos de palhaços tristes, é procurar promover um reencontro com a criança que fomos. Trazer para o cotidiano e para as relações a liberdade do menino, da menina, juntamente com sua espontaneidade e capacidade de dar gargalhadas, chorar quando doer, ser breve em esquecer as quedas e as amarguras, dar pulos em calçada quadriculada, cantarolar sem propósito somente pelo fato de estar vivo, com saúde e possibilidades a explorar, sem preocupação com os olhares e/ou julgamentos alheios.
             Temos que rir mais e percebermos que é inteligente sermos gentis, buscar um equilíbrio entre trabalho e lazer, usar terno e andar descalço, correr no sol e banhar-se na chuva, ser firme em seus propósitos e nunca perverso, ser competitivo, sendo também leal, ter posses e não ser avarento, ter poder e não ser tirano, gostar do azul, mas respeitando quem prefere o vermelho.
             Ao invés de sermos adultos por que não brincamos de sermos adultos?
Júlio Lima
Médico/ Professor

terça-feira, 6 de março de 2012

Aspéctos Clínicos nas Amputações de Membros Inferiores


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Reabilitar Ottobock

Pessoal, segue a programação do REABILITAR um encontro científico muito interessante. Todos estão convidados. Estarei presente com o tema: Aspectos Clínicos nos pacientes amputados de membros inferiores.
Encontro vocês lá!!!



quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Os cavaleiros templários

Quero compartilhar com vocês um documentário realizado pela National Geographic sobre uma das ordens religiosas mais interessantes que já existiu e que ainda paira muitos mistérios e incertezas sobre ela: A ordem dos cavaleiros templários.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

NOVA ORDEM


          O capitalismo é o sistema econômico dominante no mundo ocidental desde o final do feudalismo. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Capitalismo). O termo capitalismo foi criado e utilizado por socialistas e anarquistas (Karl Marx, Proudhon, Sombart) no final do século XIX e no início do século XX, para identificar o sistema político- econômico existente na sociedade ocidental quando se referiam a ele em suas críticas, porém, o nome dado pelos idealizadores do sistema político-econômico ocidental, os britânicos John Locke e Adam Smith, dentre outros, já desde o início do século XIX, é liberalismo. (LIBERALISMO CLÁSSICO: ORIGENS HISTÓRICAS E FUNDAMENTOS BÁSICOS - UNICAMP, Por Michelle Fernandes Lima; Alessandra Wihby; Neide de Almeida Lança Galvão Favaro)

            O liberalismo se sustenta pela idéia da escassez. O pleno, o satisfatório, o suficiente são projeções que não interessam aos ideais capitalistas. Dessa forma, ele nos sufoca, asfixia-nos, toma-nos o tempo para que não possamos ter discernimento e apenas sejamos meros objetos de trabalho e de consumo.

            Assistimos impotentes, a tomada do planeta pelas grandes corporações financeiras que têm deixado governos reféns e cidadãos doentes. O câncer, a depressão, o diabetes são algumas patologias que possuem suas bases nas frustrações humanas. Você só vale o que pode consumir. Nada mais.

            Querem transferir ao cidadão comum a responsabilidade dos desastres naturais por precedente destruição da vida não humana na terra. Insistem em intuir a idéia que você deve jogar seu resíduo plástico em depósito apropriado e tomar banho com menos água para salvar o planeta das intempéries e desastres naturais quando eles continuam despejando produtos químicos nos mares e rios em volume exorbitante. Devastam reservas florestais urbanas dizimando o que lá vive e existe para construção de “casas de pombos” com área de lazer completa. Modificam geneticamente alimentos para aumentar produção. Utilizam, sem data para acabar, energia fóssil em suas desventuras gananciosas.

            O universo caminha para uma entropia. Nós marchamos rumo a autodestruição por mesquinhez insana e adoração ao dinheiro dos que estão assumindo o poder do mundo como foram todos que os assumiram até hoje.

            Como diz minha amiga Danny sírio “ ... mesmo havendo conhecimento de que no final de tudo não leva a nada, mesmo assim são danadamente desesperados”. Esse desespero pelo poder, pelo controle, pela mais valia, pelo sei lá o quê?

            A humanidade vive uma corrida alucinada, porém sem rumo. Somos como uma manada transloucada sem direção ou sentido, onde alguns poucos bossais fazem jogatina nas bolsas de todo o mundo.

            Servimos apenas de peças em um grande jogo, onde a sua, a minha, a vida de todos está à mercê de um lance, uma jogada de ficha.

            Enquanto poucos se divertem nessa mesa de jogo sem propósito ou fim, a maioria cá na base se mantém areado sobre quem dar o ritmo da música que estão dançando.

O analista econômico vai à rádio e TV tentando adivinhar a próxima cartada dos bossais. Os políticos procuram uma maneira de, sufocando o sujeito da “ralé” minguando-se salários e serviços, garantir seu caixa dois para próxima campanha eleitoral, mas sempre encontrando um tempinho para dar àquela lambidinha no saco escrotal do sujeito que lhe financiou o pleito e utilizando-se da velha máxima: massacrando os pequenos e amiudando-se aos grandes. O advogado tenta ao seu modo servir quem lhe der mais. O juiz, ah! Esse quer férias, pois se sente muito cansado de tanto trabalho e responsabilidade. Os padres, depois que perderam prestígio social, lavaram suas mãos. Os pastores estão mais preocupados com os dízimos. Os médicos, ora, esses estão de plantão, não sabem de nada do que está acontecendo no mundo e quando tem algum tempo correm para se escravizarem em algum financiamento de mármore ou automotor numa disputa com os demais que também nada sabem além de sua sub-especialidade. E o restante? Peças, peças e mais peças. O poeta sonha; o operário bate ponto; o jovem tá bombando em alguma rave ou rede social; o soldado prende; o ladrão furta; o bandido mata e o dia não acaba mais por que a noite é criança. A vida passa, os homens passam.

            Claro que em todas essas categorias citadas e nas demais existentes há pessoas indignadas e inquietas que nadam contra a corrente e maré bravia que não entregam os pontos e que buscam vida além do poder e do metal.

            Falo do liberalismo por que é o sistema que está no comando de nossas vidas, no entanto, dentre os que existem não vejo alternativa que se apresente de forma mais justa. Com certeza, o totalitarismo e a situação de exceção e falta de liberdade da China e Cuba não constituem em mínimos parâmetros para que possam entrar nessa discussão. Certo é que o que queremos ainda não existe na prática, se não, nas mentes de alguns poucos visionários.

            E assim, marchamos matando Cristo na Páscoa e festejando seu nascimento no natal, renovando esperanças e sonhos a cada volta da terra em todo do astro rei.

            Possuímos uma vista curta para enxergarmos além do óbvio, uma mente preguiçosa demais para analisarmos a realidade em que vivemos e pernas muito pequenas que limitam nossa marcha enquanto humanidade.

            Confesso senhores, que mesmo com algumas divagações e outras contestações não sei como quebrar a corrente da ignorância, da subserviência, da aceitação do status quo me imposto nesse cenário.

            Sei apenas que me inquieto, como muitos, e assim sendo não paro, não me acomodo, não abro mão da esperança. Quero deixar de ser pedra para me tornar água.

Júlio Lima

Médico/Professor

           




terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Fêmur Curto Congênito - Caso Clínico

sábado, 10 de dezembro de 2011

Mané Cabelim

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Programa de Graça araújo : Como tratar a dor

amigos, segunda-feira - dia 28, participei no programa: Consultório da Graça na rádio jornal. Um debate sobre tratamento da dor. Vejam o áudio:

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

A mulher que engravidou de um abacaxí

            
Foto: Tiago Barbosa
                Era o ano de 1998, estudava em Campina Grande, na minha querida Paraíba. Comecei a fazer parte de um projeto de pesquisa bastante interessante, vinculado ao CNPq, sob orientação daquela que foi, é um divisor de águas em minha vida, professora Norma Montalvo de Soler.           
                Propomo-nos a investigar sobre a Saúde Humana e Ambiental de Pequenos Produtores Rurais do Semi-árido Paraibano. Eu e meu grande amigo Issac Newton, além de um grupo de estudantes da sociologia e educação, passamos um mês inteiro entre as cidades de Pedra lavrada e Nova Palmeira, em pesquisa de campo.
               A professora era a timoneira dessa turma que estava acampada em uma casa, com tarefas e afazeres domésticos divididos. Não sei por que, o pessoal de humanas, achava que eu e Isaac éramos os queridinhos da professora. Na verdade, éramos, mais ele do que eu, estranhos no ninho da Sociologia. No fantástico, para mim, ninho da sociologia.
               Saíamos cedo de casa diariamente. Inicialmente, percorremos toda área rural de Pedra Lavrada mapeando casa por casa. Em seguida, iniciamos a fase de colheita de dados, visitando família por família. Algumas faziam festa, outras eram indiferentes à nós e outras, corriam com a gente de suas casas. Algumas coisas ficaram marcadas: Sanduíche de atum, suco de manga e sombra de umbuzeiro.
               Certo dia, chegamos à casa de uma jovem de aproximadamente 30 anos de idade que chamarei de Maria Santa. Fomos cordialmente recebidos. Iniciamos a aplicação do questionário:
               - D. Santa quantas pessoas moram nesta casa?
               - Óia, mora eu, pai e esse menino ( apontando para um garoto de aproximadamente 10 anos de idade).
              - De quem é esse menino?
              -Óia, esse menino é meu.
              - A senhora é casada?
              - Sô não sinhô.
              - Separada?
              - Não sinhô
              - E esse menino?
              - Óia, esse menino me queixo d’um abacaxi que comi.
              - Como?!?!?!?!?!?!? ( em voz alta, indagamos todos a único tempo)
              - Isso mermo, seu dotô. Esse menino me quexo d’um abacaxi que me fez mal.
              Silêncio no ambiente, olhares cruzados e a dúvida: Estará essa jovem senhora zombando de nossa pesquisa? Caçoando desses aprendizes de pesquisadores? Tirando onda com nossa cara?
             - Calma, falei com voz compassada e gestos com as duas mãos.
            - A senhora conheceu homem com que idade?
            - Nunca conheci homi não sinhô. Sô limpa.( Em voz autiva e firme)
             - A senhora nunca teve momentos mais íntimos com um homem?
            - Não, sinhô. Num tô dizeno ( aumentando o tom de voz e frangindo a testa)
            - Háááááá!!!!
            - A senhora adotou esse menino, não foi?
            - Óia, o senhô é dóido ou se faz? Já num dixe que esse menino é meu.
            E agora? Perguntávamos uns aos outros diante dessa inusitada situação. Como iria constar esse dado no relatório final da pesquisa? Um membro de uma família filho de um abacaxi.
           Respira-se fundo e tenta-se por outro caminho descobrir a verdadeira identidade desse “abacaxi”. Pense num abacaxi que pegamos?
             - A senhora vai sempre à feira na cidade?
             - Não sinhô, tá pra mais de 10 anos que num vô.
             - Esse tempo todo a senhora não saiu daqui?
             - Não sinhô. Num me lembro de tê saído dessas bandas, não.
             - A senhora votou em quem para presidente?
             - Votei não, sinhô
            - Sabe quem é Fernado Henrrique Cardoso?
            - Conheço não, sinhô. Óia, acho que num é dessas bandas de cá não, viu!
           - E Xuxa?
           - Qué que tem?
          - A senhora gosta?
          - Óia, nunca comi não, visse!
            Nesse momento, dirigi-me a Isaac e comentei. Essa estória ta criando forma. Esse menino pode ser de um abacaxi, mesmo.
Continuamos em busca da identidade secreta do pseudo fruto.
            - D. Santa, veja bem. Nunca nenhum homem chegou nem perto da senhora?
            - Óia, o povo daqui diz que esse menino é de Zé de Antoin do baxí grande. Mas eu mermo digo que num é não. Ele tem inté umas aparência com Zé, mas né não, menino. Se fosse eu já sabia, oxe!
             - A senhora nunca ‘brincou” com Zé? ( Me atrevi)
             - Óia, gosto de inxirimento, não visse. Pra num dizê, tinha vez que, quando eu ia dêxar o cumê de pai na roça, Zé acumpanhava eu. Vinha c’umas lorotas besta, mas eu num tava nem aí. Mas teve vez que Zé perdeu a paciência com eu, me deitô nas capuera e fez inxirimento com eu. Mas vô logo dizeno que num foi isso não, por que meu bucho começou a crescer depois que comi um abacaxi quente do sol, que pai trove da fêra. Isso já fazia quaje 3 mês que Zé num via eu. Foi Zé não, menino. Já dixe a pai, foi àquele abacaxi.
            E então, caro leitor? O menino é de quem?
            Diga aí?

Para: Professora Norma Montalvo de Soler e Isaac Newton
Júlio Lima
Médico/ Professor





sexta-feira, 28 de outubro de 2011

O rapto de Joana do Tarugo - Elomar Figueira Melo

Hoje recebi uma tarefa de meu grande amigo e irmão, Fábio Castor: Mostrar mais sobre minhas raízes, dar um pouco  mais de leveza ao nosso blog. Respondendo  a sugestão do amigo, resolvi iniciar com uma peça matuta medieval do grande poeta Elomar Figueira Melo. Trata-se da Tradição Medieval na Música Popular Brasileira (MPB) uma cantiga de amor onde o homem se refere à sua amada como sendo uma figura idealizada, distante. O poeta fica na posição de fiel vassalo, fica as ordens de sua senhora, dama da corte, onde esse amor é considerado como um objeto de sonho, ou seja, impossível, que está longe. eu -- lírico é masculino e também sofredor.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

QUEM É O CORRUPTO?


Ultimamente, folheando jornais, revistas, vendo sites, recebendo mensagens eletrônicas tenho me deparado com constantes notícias de suspeita ou deflagração de corrupção. É o executivo que “nunca sabe de nada”. O legislativo que se aglutina e se emuralha na defesa dos iguais, Jaqueline Roriz, mensaleiros e, nessa semana, Valdemar Costa Neto, que o digam. Judiciário que causa câimbra no braço daquela coitada cega e surda colocando pesos e medidas diferentes entre quem é da “côrte” e usa bens públicos de forma privada, como Sarney; e um Silva ou Souza qualquer povim. Nesses últimos, baixa o chicote e bate mais nêgo que é pouco, mostrando toda autoridade e arrogância da magistratura.
Mas, espere um pouco, encerra-se aí nossa majestosa gama de corruptos? Se livrando dessa corja, estamos livres dessa famigerada miséria humana?
Pois bem, gostaria que meu ilustre leitor (obrigado por está dedicando seu tempo a mim) me ajudasse a detectar quem é o corrupto? E uma vez fazendo-o, dê sua colaboração para solucionarmos esse câncer nacional. Seja refletindo, seja multiplicando atos positivos, seja começando em casa, educando os seus.
Na escola, ainda cedo, não sei se ainda é assim, quando iniciávamos o estudo da história de nossa brava gente brasileira nos era informada que somos frutos do refugo, do bagaço, do resto que não prestava na Europa. Bandidos, degredados filhos de Eva, porcos mal-educados, que aqui chegando se junta a um bando de nativo preguiçoso que só queria viver de sombra e água fresca, acrescentando-se aí os “sem almas” animalizados como força motriz de trabalho, vindos da África.
Criava-se ali a nossa identidade nacional como povo, raça mestiça, para alguns, bando de pés-duros, para outros.
Quem chegou aqui do continente velho, veio para saquear, enriquecer e deixar para trás as sobras, a esmola, a miséria. Mas mesmo assim, o “negócio” se sustenta, equilibra-se na corda bamba e se cria como uma nação.
Honestidade ou a falta dela estará impregnada no DNA?  Estará aí a explicação dessa variedade de tipos de ética e corrupção?
Semana passada, feriado de 12 de Outubro, houve em várias cidades a marcha contra a corrupção.  A revolta estava direcionada aos que estão estampados nos meios de comunicação, os que se têm holofotes sobre si, ou seja, nossos inestimáveis representantes dos três poderes.
Será corrupção ultrapassar pelo acostamento, quando existe uma fila quilométrica de carros numa auto-estrada? Será corrupção valer-se ou esperar que colegas em uma repartição lhe dêem preferência em detrimento a quem chegou cedo e aguarda a horas? Será corrupção enfiar meu “pen drive” no computador da repartição para imprimir documentos particulares, uma folhinha que seja? Será corrupção usar a máquina de Xerox do trabalho para copiar um trabalho ou livreto do meu filho? Será corrupção não pagarmos os direitos trabalhistas de nossos empregados domésticos, quando exigimos seu recebimento à empresa que trabalhamos? Será corrupção “molhar” a mão do guarda quando flagrados numa infração? Será corrupção comprarmos CD’s , DVD’s, roupas , sapatos, perfumes e “souvenirs” pirateados sob alegativa que não se compra o original por quê o preço é muito alto?
O que é corrupção? Existe o ato mais ou menos corrupto?
Fazer corpo mole em seu emprego sob alegativa de que recebe salários vis ou trabalha em situações insalubres poderia ser classificado com corrupção? Assim como, submeter profissionais qualificados a condições inadequadas e salários vexaminosos, em nome da mais valia, levando o trabalhador a condições, cada vez mais descompensatória, do ponto de vista emocional, não é corrupção?
Meu Deus, quem é o corrupto? Contra quem estamos nos indignando? Ou nossa indignação se faz em benefício próprio? Por que não somos nós que ali estamos?
Lembrando Rui Barbosa que afirmou: De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto. (Senado Federal, RJ. Obras Completas, Rui Barbosa. v. 41, t. 3, 1914, p. 86), pensemos no que poderemos fazer para evitar que cheguemos a esse estágio a que se refere o ilustre jurista.
Fazer algo é preciso, pois não aceito a idéia de corrupção nata e hereditária. A falta de educação, assim como, a desvalorização daquele que é correto e valoriza o lícito, sendo muitas vezes, vítimas de bulling, para usar termo da moda, deve ser desencentivado, por que não, combatido.
Temos que lutar todos juntos, para realizamos a mudança do paradigma da lei da vantagem para o paradigma da lei da ética, da justiça e da honestidade.
Vamos pluralizar o singular.
Preparar nossas crianças, não para o enfrentamento, para a busca do mercado, do para eu, para mim, por mim;  mas para a cooperação, conduta reta a atos que favoreçam não ao indivíduo, se não, à coletividade que o circunda, beneficiando a todos.
Que tal revermos nossos valores, procurando realizar atitudes pró-ativas, com seriedade, humanismo e amor ao próximo. Entendendo que fazer o correto é mais que uma boa ação. É uma questão de inteligência.
Júlio Lima
Médico/Professor

terça-feira, 11 de outubro de 2011

TELETON

Queridos amigos. Vem aí o teleton no SBT. Esse evento que acontecerá nos dias 21 e 22 de Outubro/2011 tem como objetivo levantar fundos para AACD (Associação de Assistencia à Criança Deficiente). Umas das instituições mais sérias e atuantes no cenário nacional no tratamento e reabilitação da criança e do adulto deficiente. Esse ano será especial para nós nordestinos, e principalmente para a Paraíba, pois há uma grande chance da AACD esterder suas atividades até Campina Grande com mais uma sede, o que beneficiará, não só a cidade de Campina Grande, mas todo o entorno regional e estados vizinhos. Liguem, colaborem!!!!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

I Jornada Multidisciplinar de Reabilitação de Amputados da AACD Pernambuco

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Inteligência Espiritual. O que é Isso?

Recebi um texto do amigo Fábio Castor que gostei muito. Trago agora para apreciação do(a)s amigo(a)s. No final do texto tem até um testezinho simples para saber se você possui INTELIGÊNCIA ESPIRITUAL.
Abraço fraterno a todo(a)s e bom texto!!!

             No início do século 20, o QI era a medida definitiva da inteligência humana. Só em meados da década de 90, a descoberta da inteligência emocional mostrou que não bastava o sujeito ser um gênio se não soubesse lidar com as emoções. A ciência começa o novo milênio com descobertas que apontam para um terceiro quociente, o da inteligência espiritual. Ela nos ajudaria a lidar com questões essenciais e pode ser a chave para uma nova era no mundo dos negócios.
DrªDanaZohar - Oxford

            No livro QS - Inteligência Espiritual, lançado no ano passado, a física e filósofa americana Dana Zohar aborda um tema tão novo quanto polêmico: a existência de um terceiro tipo de inteligência que aumenta os horizontes das pessoas, torna-as mais criativas e se manifesta em sua necessidade de encontrar um significado para a vida. Ela baseia seu trabalho sobre Quociente Espiritual (QS) em pesquisas só há pouco divulgadas de cientistas de várias partes do mundo que descobriram o que está sendo chamado "Ponto de Deus" no cérebro, uma área que seria responsável pelas experiências espirituais das pessoas. O assunto é tão atual que foi abordado em recentes reportagens de capa pelas revistas americanas Neewsweek e Fortune. Afirma Dana: "A inteligência espiritual coletiva é baixa na sociedade moderna. Vivemos numa cultura espiritualmente estúpida, mas podemos agir para elevarnosso quociente espiritual".
            Aos 57 anos, Dana vive em Inglaterra com o marido, o psiquiatra Ian Marshall, co-autor do livro, e com dois filhos adolescentes. Formada em física pela Universidade de Harvard, com pós-graduação no Massachusetts Institute of Tecnology (MIT), ela atualment e leciona na universidade inglesa de Oxford. É autora de outros oito livros, entre eles, O Ser Quântico e A Sociedade Quântica, já traduzidos para português. QS - Inteligência Espiritual já foi editado em 27 idiomas, incluindo o português(no Brasil, pela Record). Dana tem sido procurada por grandes companhiasm interessadas em desenvolver o quociente espiritual de seus funcionários e dar mais sentido ao seu trabalho. Ela falou à EXAME em Porto Alegre durante o 300º Congresso Mundial de Treinamento e Desenvolvimento da International Federation of Training and Development Organization (IFTDO), organização fundada na Suécia, em 1971, que representa 1 milhão de especialistas em treinamento em todo o mundo. Eis os principais trechos da entrevista:

O que é inteligência espiritual?
            É uma terceira inteligência, que coloca nossos atos e experiências num contexto mais amplo de sentido e valor, tornando-os mais efetivos. Ter alto quociente espiritual (QS) implica ser capaz de usar o espiritual para ter uma vida mais rica e mais cheia de sentido, adequado senso de finalidade e direção pessoal. O QS aumenta nossos horizontes e nos torna mais criativos. É uma inteligência que nos impulsiona. É com ela que abordamos e solucionamos problemas de sentido e valor. O QS está ligado à necessidade humana de ter propósito na vida. É ele que usamos para desenvolver valores éticos e crenças que vão nortear nossas ações.

De que modo essas pesquisas confirmam suas idéias sobre a terceira inteligência?
            Os cientistas descobriram que temos um "Ponto de Deus" no cérebro, uma área nos lobos temporais que nos faz buscar um significado e valores para nossas vidas. É uma área ligada à experiência espiritual. Tudo que influencia a inteligência passa pelo cérebro e seus prolongamentos neurais. Um tipo de organização neural permite ao homem realizar um pensamento racional, lógico. Dá a ele seu QI, ou inteligência intelectual. Outro tipo permite realizar o pensamento associativo, afetado por hábitos, reconhecedor de padrões, emotivo. É o responsável pelo QE, ou inteligência emocional. Um terceiro tipo permite o pensamento criativo, capaz de insights, formulador e revogador de regras. É o pensamento com que se formulam e se transformam os tipos anteriores de pensamento. Esse tipo lhe dá o QS, ou inteligência
espiritual.

Qual a diferença entre QE e QS?
            É o poder transformador. A inteligência emocional me permite julgar em que situação eu me encontro e me comportar apropriadamente dentro dos limites da situação. A inteligência espiritual me permite perguntar se quero estar nessa situação particular. Implica trabalhar com os limites da situação. Daniel Goleman, o teórico do Quociente Emocional, fala das emoções. Inteligência espiritual fala da alma. O quociente espiritual tem a ver com o que algo significa para mim, e não apenas como as coisas afetam minha emoção e como eu reajo a isso. A espiritualidade sempre esteve presente na história da humanidade. Dana Zohar identificou dez qualidades comuns às pessoas espiritualmente inteligentes.

Segundo ela, essas pessoas:

1. Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo

2. São levadas por valores. São idealistas

3. Têm capacidade de encarar e utilizar a adversidade

4. São holísticas

5. Celebram a diversidade

6. Têm independência

7. Perguntam sempre "por quê?"

8. Têm capacidade de colocar as coisas num contexto mais amplo

9. Têm espontaneidade

10.Têm compaixão

"É maravilhoso ter ouvidos e olhos na alma. Isto completa a alegria de viver.”
(Helen Keller)

"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto..."
(Rui Barbosa)

"Preocupe-se mais com sua consciência do que com sua reputação. Porque sua consciência é o que você é, e sua reputação é o que os outros pensam de você. E o que os outros pensam, é problema deles."
(Bob Marley)