terça-feira, 22 de março de 2011
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
O grande não
Muitas crianças vivem a síndrome do “menino bom”. Educado, compreensivo, obediente, etc. Sempre disposto a dizer sim e ajudar a quem necessita. Ser “menino bom tem um preço. Relendo uma revista antiga no balaio da sala, revi ou vi um texto assinado por Liane Alves – Jornalista. Esse texto trago agora para reflexão de todos. O juízo que fiz dele? Deixarei que tirem suas conclusões. A idéia é levantar a questão filosófica e religiosa e sua conseqüência individual e social sobre o assunto. Júlio Lima
Fuinha era um moço bonzinho – os nomes dos boas-praças quase sempre passam para o diminutivo. Ele poderia ser descrito como um amor de pessoa. Dava carona para quem precisasse, agüentava as brincadeiras dos jornalistas veteranos, aceitava fazer as piores matérias sem reclamar e envergonhava-se calado diante da gozação geral em cima do seu apelido. Um dia, Fuinha foi tomado por um acesso de raiva em plena redação. Roxo como uma beterraba, meteu o pé na mesa do redator-chefe e começou a gritar com todo mundo: “Não quero que me chamem mais de Fuinha! Eu tenho nome e sobrenome. Não sou uma coisa que pode ser chutada de lá para cá. Chega, cheeeega!” Enquanto esbravejava, arremessava no chão revistas e jornais que estavam em cima das mesas. Um espetáculo. Todo mundo o olhava de boca aberta como um maluco em potencial. Menos eu. Já tinha tido reação semelhante em um hospital público depois de ir quatro vezes lá para marcar um exame. Era a fúria diante do desrespeito contínuo. E também pela própria incapacidade de recusar uma situação espinhosa desde o princípio e de ter dito não no momento justo e preciso.
É bem provável que você já tenha visto o Fuinha na televisão. Mas hoje ele só atende por seu extenso nome completo e é um dos melhores repórteres da TV – poucas pessoas sabem que ele já teve um apelido tão bobo. O que essa história mostra é que todo bonzinho tem seu dia de basta. Seu dia de não, não quero, não, não gosto, não, não suporto mais ser “legal”. Mas o ideal é que a situação não chegue a esse ponto crítico e que, pouco a pouco, o ato de se negar tome seu lugar necessário na vida. Só resta saber como.
O medo da rejeição é crucial na vida e está sempre a nos rondar, como um fantasma
O grande não
Ter firmeza de atitude e saber negar é uma arte que pode transformar sua vida. Descubra por que é legal não ser legal o tempo inteiro
texto Liane Alves Revista Simples Nov 08.
texto Liane Alves Revista Simples Nov 08.
Fuinha era um moço bonzinho – os nomes dos boas-praças quase sempre passam para o diminutivo. Ele poderia ser descrito como um amor de pessoa. Dava carona para quem precisasse, agüentava as brincadeiras dos jornalistas veteranos, aceitava fazer as piores matérias sem reclamar e envergonhava-se calado diante da gozação geral em cima do seu apelido. Um dia, Fuinha foi tomado por um acesso de raiva em plena redação. Roxo como uma beterraba, meteu o pé na mesa do redator-chefe e começou a gritar com todo mundo: “Não quero que me chamem mais de Fuinha! Eu tenho nome e sobrenome. Não sou uma coisa que pode ser chutada de lá para cá. Chega, cheeeega!” Enquanto esbravejava, arremessava no chão revistas e jornais que estavam em cima das mesas. Um espetáculo. Todo mundo o olhava de boca aberta como um maluco em potencial. Menos eu. Já tinha tido reação semelhante em um hospital público depois de ir quatro vezes lá para marcar um exame. Era a fúria diante do desrespeito contínuo. E também pela própria incapacidade de recusar uma situação espinhosa desde o princípio e de ter dito não no momento justo e preciso.
É bem provável que você já tenha visto o Fuinha na televisão. Mas hoje ele só atende por seu extenso nome completo e é um dos melhores repórteres da TV – poucas pessoas sabem que ele já teve um apelido tão bobo. O que essa história mostra é que todo bonzinho tem seu dia de basta. Seu dia de não, não quero, não, não gosto, não, não suporto mais ser “legal”. Mas o ideal é que a situação não chegue a esse ponto crítico e que, pouco a pouco, o ato de se negar tome seu lugar necessário na vida. Só resta saber como.
O medo da rejeição é crucial na vida e está sempre a nos rondar, como um fantasma
O grande medo Todo mundo tem medo de dizer não. Algumas pessoas têm mais medo que as outras. Mas por que será que temos tanto medo do conflito que pode ser causado pelo não? Segundo Corinna Shabbel (psicoterapeuta) é preciosa: quase todas as pessoas que estão prestes a dizer não fantasiam uma série de reações negativas por parte do outro. Isto é, a pessoa teme que ele fique bravo, agressivo ou, então, magoado, triste e ofendido. “Esse olhar negativo sobre as conseqüências do não tira a força e o peso da recusa. Esses fantasmas geralmente não passam da mais pura imaginação. Se a gente diz um não limpo, coerente com nossos sentimentos, e o dizemos com clareza, é bem provável que o outro acate sem conflitos ou ofensas”, diz. A psicóloga aconselha, portanto, a refletir bastante sobre nossos fantasmas e fantasias, conhecê-los de perto e tentar identificar quando eles estão se aproximando para turvar a realidade.
Pois o medo da rejeição é crucial e está sempre a nos rondar, como um fantasma. Claro, imaginamos perder o outro por causa de uma negação. “Isso acontece porque não conseguimos fazer as pazes com o não, fortalecê-lo, saber que ele é necessário na vida e que sem ele não se pode viver. Para nós, ele não é natural – por isso o medo superdimensionado do efeito que ele pode causar no outro”, diz Corinna Shabbel.
Pois o medo da rejeição é crucial e está sempre a nos rondar, como um fantasma. Claro, imaginamos perder o outro por causa de uma negação. “Isso acontece porque não conseguimos fazer as pazes com o não, fortalecê-lo, saber que ele é necessário na vida e que sem ele não se pode viver. Para nós, ele não é natural – por isso o medo superdimensionado do efeito que ele pode causar no outro”, diz Corinna Shabbel.
Ser legal não é legal Para os psicoterapeutas americanos Jo Ellen Gryzb e Robin Chandler, autores do livro The Nice Factor – The Art of Saying No (numa tradução livre, “O fator gentileza – A Arte de Dizer Não”, sem edição brasileira), a dificuldade para negar surge porque, no fundo, achamos errado não ser legal. O inesperado livro vai na contracorrente da auto-ajuda, porque não ensina a melhorar a si mesmo, mas a “piorar” e, assim, ser mais verdadeiro. Basicamente, dá o passo-a-passo de como abdicar de ser o boa-praça de plantão, sempre solícito, presente e gentil, para transformá-lo em alguém mais consciente de si mesmo e dos outros, inclusive dos seus abusos. Os dois decidiram escrever o livro quando se encontraram numa segunda-feira de manhã e descobriram que Jo Ellen havia passado uma noite em claro por não saber como expulsar hóspedes indesejáveis de casa e Robin, exausto por bancar o cicerone de parentes que visitavam a família. Antes de expressar o que pensavam, eram tidos como gente muito, muito legal.
Além do risco de não nos deixar mais ser vistos como “legais”, o não também implica outros perigos. É quando as perdas podem ser reais e não apenas imaginárias. “Nessa circunstância, podemos optar por um sim, mas com limites. Posso aceitar algo, mas só por um período curto de tempo, por exemplo. É um sim condicional”, afirma Corinna. Adorei o sim com limites. Tanto que vários dos meus sins daquele momento em diante já vinham com um limite dentro. Acho que fiquei meio chata por um período com meus amigos, mas foi uma bela transição em direção ao não.
Mas também podemos assumir os riscos, por exemplo, .não aceitando desmandos do chefe e arriscar-se a ser demitido. Mas onde buscar a força necessária para esse não puro e simples, que não teme riscos?
Essa é uma outra etapa.
Além do risco de não nos deixar mais ser vistos como “legais”, o não também implica outros perigos. É quando as perdas podem ser reais e não apenas imaginárias. “Nessa circunstância, podemos optar por um sim, mas com limites. Posso aceitar algo, mas só por um período curto de tempo, por exemplo. É um sim condicional”, afirma Corinna. Adorei o sim com limites. Tanto que vários dos meus sins daquele momento em diante já vinham com um limite dentro. Acho que fiquei meio chata por um período com meus amigos, mas foi uma bela transição em direção ao não.
Mas também podemos assumir os riscos, por exemplo, .não aceitando desmandos do chefe e arriscar-se a ser demitido. Mas onde buscar a força necessária para esse não puro e simples, que não teme riscos?
Essa é uma outra etapa.
Gentileza e medo Todo limite precisa de uma potência, de uma força para ser exercido. Um não fraco, frouxo, sem energia, seja na voz, seja na emoção, não dá resultado. E onde podemos encontrar esse vigor? Vamos voltar lá para o comecinho de nossa existência. Já nos primeiros dias de vida, uma inteligência instintiva se dava conta de que nascemos inteiramente dependentes. Levamos anos e anos sendo alimentados, cuidados e educados até alcançar um pouco de autonomia. Portanto, lá no fundo de nossa mente há uma luz de néon que pisca com os dizeres “sou incapaz de sobreviver sozinho”. “Dependo de alguém, e se perder esse vínculo que me mantém vivo – no caso, minha mãe – posso morrer.” Para continuarmos com esse vínculo, somos capazes de fazer tudo. Inclusive sempre dizer sim e obedecer, se for necessário.
“Manter vínculos é a mais fundamental estratégia de sobrevivência do começo da vida”, diz Denise Passos, terapeuta somática e pesquisadora do Laboratório do Pensamento Formativo, que segue a linha do psicólogo Stanley Keleman. De acordo com essa linha da psicologia (que analisa o poder de várias influências em nossas respostas comportamentais), temos dificuldade em dizer não porque morremos de pavor de perder nossos vínculos e ter nossa sobrevivência ameaçada. É um medo inconsciente e ancestral. Uma criança que tem pais agressivos, por exemplo, e que por temperamento é mais doce, aprende rapidamente que pode ser mais protegida ou aceita quando é boazinha. E ser boazinha e prematuramente madura é uma estratégia eficaz de sobrevivência. “O problema não é ser doce e gentil, o problema é só agir assim, como se não houvesse outra possibilidade diante das situações”, diz Denise.
Um dia crescemos, nos tornamos seres autônomos e não mais tão dependentes dos vínculos. Mas a frase de néon pode continuar a piscar no cérebro: somos fracos, dependentes, e precisamos ceder para sobreviver. Como o patinho feio que virou cisne, não percebemos que nos tornamos fortes e adultos. E que não dependemos tanto dos vínculos, a ponto de aceitar e cultivar até aqueles que podem nos causar muita dor e sofrimento na vida.
“Manter vínculos é a mais fundamental estratégia de sobrevivência do começo da vida”, diz Denise Passos, terapeuta somática e pesquisadora do Laboratório do Pensamento Formativo, que segue a linha do psicólogo Stanley Keleman. De acordo com essa linha da psicologia (que analisa o poder de várias influências em nossas respostas comportamentais), temos dificuldade em dizer não porque morremos de pavor de perder nossos vínculos e ter nossa sobrevivência ameaçada. É um medo inconsciente e ancestral. Uma criança que tem pais agressivos, por exemplo, e que por temperamento é mais doce, aprende rapidamente que pode ser mais protegida ou aceita quando é boazinha. E ser boazinha e prematuramente madura é uma estratégia eficaz de sobrevivência. “O problema não é ser doce e gentil, o problema é só agir assim, como se não houvesse outra possibilidade diante das situações”, diz Denise.
Um dia crescemos, nos tornamos seres autônomos e não mais tão dependentes dos vínculos. Mas a frase de néon pode continuar a piscar no cérebro: somos fracos, dependentes, e precisamos ceder para sobreviver. Como o patinho feio que virou cisne, não percebemos que nos tornamos fortes e adultos. E que não dependemos tanto dos vínculos, a ponto de aceitar e cultivar até aqueles que podem nos causar muita dor e sofrimento na vida.
A força do treino Para Stanley Keleman, temos três heranças: a biológica, a genética e a cultural. A biológica revela que o ser humano tem a agressividade dentro de si. A genética dá forma a essa agressividade, que depende do nosso temperamento. Portanto, ela a individualiza: podemos ser mais assertivos, ou mais passivos e obedientes, por natureza. A terceira vertente, social e cultural, vai condicionar mais ainda a maneira de expressá-la. Uma pessoa que diz sim quando queria dizer não vai chegar a um ponto em que seu cérebro emocional (o sistema límbico) e o racional (o córtex cerebral) vão entrar em colapso.Vai responder com fúria, com seu cérebro instintivo (reptiliano) ligado à agressividade.
E como sair dessa? Treinando pequenos nãos, só para sentir nossa força, em situações menos importantes. E, como numa ginástica, torná-lo forte e resistente. “É preciso um corpo mais tônico, uma emoção mais clara, um raciocínio mais eficaz”, diz Denise. Aprender que crescemos, que não somos mais crianças e que não precisamos nos sentir ameaçados como elas é um bom começo. Perceber que assumir a força, o próprio poder, não significa ser agressivo.
Aventuras e oportunidades O não pode não ser necessariamente negativo. Já pensou nisso? Na verdade, ele pode se revelar como um portão escancarado para um mundo de aventuras e bem-aventuranças. Ele pode ser, ao contrário, imensamente positivo, pois significa uma recusa ao que é proposto, seja por uma pessoa, seja por uma circunstância, e uma abertura a novas situações. Nas culturas tribais, como a dos índios norteamericanos, o não faz parte do vocabulário de um guerreiro, pois é capaz de expressar, tanto quanto o sim, o que seu coração diz. Segundo o mitólogo Joseph Campbell, nas culturas indígenas os mitos geralmente se apresentam com dois motivos principais: ou a bela moça se recusa a casar com seus pretendentes, dizendo não, não e não a cada um que aparece, ou o guerreiro infringe um limite. Se, por exemplo, a região ao norte é a proibida pela tribo pelos mais variados motivos, sem dúvida é para lá, contrariando tudo e todos, que ele se dirige. Sua aventura começa ao se negar a aceitar o não dos outros.
A cada recusa de pretendentes ou ultrapassagem de um limite, você se coloca num nível mais alto, de perigo maior. A questão é: você está preparado para esse desafio? “A aventura vai ser a recompensa, mas ela é necessariamente perigosa, incluindo possibilidades, tanto positivas quanto negativas, umas e outras fora de controle”, afirma Campbell. Afinal, se você for imprudente demais, pode perder a vida.
Mas há uma grande vantagem nessa escolha. “Estaremos seguindo nosso próprio caminho e não mais o caminho do papai e da mamãe. Com isso estamos sem proteção, num campo de poderes superiores aos que conhecemos”, diz Campbell. É para isso que as histórias e os mitos existem. De certa forma, eles nos preparam para o que há de vir depois da recusa. Isto é, o não abre portas para riscos, mudança, conflitos, aventuras e realidades diferentes. O mestre tibetano Chögyam Trungpa falava desse não visceral como o “BIG NO”, o grande não, aquele que é capaz de transformar vidas e destinos. É por isso, também, que o tememos. Mas a mitologia insiste que o caminho do coração é protegido por forças que não conhecemos, que não é preciso temer demais e que nele desenvolveremos novas habilidades e valores. Uma coisa é certa: depois desse não frontal diante da realidade, nada do que foi será do mesmo do jeito que já foi um dia.
Fizemos uma seleção de dicas a partir de livros que falam sobre a melhor maneira de sustentar uma negação. Aqui estão alguns dos conselhos básicos:
. Ser muito legal pode não ser legal. Experimente ser egoísta de vez em quando.
. Se discordar, discorde logo de cara, no começo da conversa
. O não precisa ter força. Boa alimentação, exercícios vocais e vitalidade auxiliam.
. Se não tiver certeza do seu sim, enrole. Ou peça tempo para pensar.
. Não sorria quando estiver aponto de explodir. Aprenda a fechar a cara.
. Mude de opinião quantas vezes quiser.
. Diga como se sente e não acuse o outro, colocando-o na defensiva.
. Não abra muito espaço para contra-argumentos. Reafirme o seu não.
. A negação precisa ser firme. Mas não precisa ser agressiva
. Imagine sempre que tudo vai dar certo. Costuma funcionar.
LIVROS
O Livro do Não, Susan Newman, Cultrix
A cada recusa de pretendentes ou ultrapassagem de um limite, você se coloca num nível mais alto, de perigo maior. A questão é: você está preparado para esse desafio? “A aventura vai ser a recompensa, mas ela é necessariamente perigosa, incluindo possibilidades, tanto positivas quanto negativas, umas e outras fora de controle”, afirma Campbell. Afinal, se você for imprudente demais, pode perder a vida.
Mas há uma grande vantagem nessa escolha. “Estaremos seguindo nosso próprio caminho e não mais o caminho do papai e da mamãe. Com isso estamos sem proteção, num campo de poderes superiores aos que conhecemos”, diz Campbell. É para isso que as histórias e os mitos existem. De certa forma, eles nos preparam para o que há de vir depois da recusa. Isto é, o não abre portas para riscos, mudança, conflitos, aventuras e realidades diferentes. O mestre tibetano Chögyam Trungpa falava desse não visceral como o “BIG NO”, o grande não, aquele que é capaz de transformar vidas e destinos. É por isso, também, que o tememos. Mas a mitologia insiste que o caminho do coração é protegido por forças que não conhecemos, que não é preciso temer demais e que nele desenvolveremos novas habilidades e valores. Uma coisa é certa: depois desse não frontal diante da realidade, nada do que foi será do mesmo do jeito que já foi um dia.
Fizemos uma seleção de dicas a partir de livros que falam sobre a melhor maneira de sustentar uma negação. Aqui estão alguns dos conselhos básicos:
. Ser muito legal pode não ser legal. Experimente ser egoísta de vez em quando.
. Se discordar, discorde logo de cara, no começo da conversa
. O não precisa ter força. Boa alimentação, exercícios vocais e vitalidade auxiliam.
. Se não tiver certeza do seu sim, enrole. Ou peça tempo para pensar.
. Não sorria quando estiver aponto de explodir. Aprenda a fechar a cara.
. Mude de opinião quantas vezes quiser.
. Diga como se sente e não acuse o outro, colocando-o na defensiva.
. Não abra muito espaço para contra-argumentos. Reafirme o seu não.
. A negação precisa ser firme. Mas não precisa ser agressiva
. Imagine sempre que tudo vai dar certo. Costuma funcionar.
LIVROS
O Livro do Não, Susan Newman, Cultrix
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
ô coisa boa é ter amigos!!!
Segunda-feira é um dia que já nasce com um peso: O peso da sengunda-feira!
Do dia longo, da semana por vir, do reencontro com "balaios de pepinos" a serem descascados até a sexta-feira. Pois bem, Para mim essa segunda-feira teve outra cara. A cara da felicidade. Acordei cedo e fui repassar e-mails rapidamente para programar-me o dia. Vi que havia uma carta eletrônica de Luilma (amiga muito querida a mim). Ela leu um texto, lembrou-se de mim e compartilhou comigo e que agora o faço com vocês
Júlio meu querido amigo...
Li este texto e lembrei de você, de sua sensibilidade, de sua amizade, de como é importante valorizarmos pequenas coisas...
Beijo grande e um final de semana iluminado,
Lu"
No processo de seleção da Volkswagen do Brasil, os candidatos deveriam responder a seguinte pergunta:
'Você tem experiência'?
A redação abaixo foi desenvolvida por um dos candidatos.
Ele foi aprovado e seu texto está fazendo sucesso, e ele com certeza será sempre lembrado por sua criatividade, sua poesia, e acima de tudo por sua alma.
Do dia longo, da semana por vir, do reencontro com "balaios de pepinos" a serem descascados até a sexta-feira. Pois bem, Para mim essa segunda-feira teve outra cara. A cara da felicidade. Acordei cedo e fui repassar e-mails rapidamente para programar-me o dia. Vi que havia uma carta eletrônica de Luilma (amiga muito querida a mim). Ela leu um texto, lembrou-se de mim e compartilhou comigo e que agora o faço com vocês
Júlio meu querido amigo...
Li este texto e lembrei de você, de sua sensibilidade, de sua amizade, de como é importante valorizarmos pequenas coisas...
Beijo grande e um final de semana iluminado,
Lu"
REDAÇÃO DO CONCURSO NA VOLKSWAGEN
No processo de seleção da Volkswagen do Brasil, os candidatos deveriam responder a seguinte pergunta:
'Você tem experiência'?
A redação abaixo foi desenvolvida por um dos candidatos.
Ele foi aprovado e seu texto está fazendo sucesso, e ele com certeza será sempre lembrado por sua criatividade, sua poesia, e acima de tudo por sua alma.
REDAÇÃO VENCEDORA:
Já fiz cosquinha na minha irmã pra ela parar de chorar,
Já me queimei brincando com vela.
Já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto,
Já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo.
Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista.
Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora.
Já passei trote por telefone.
Já tomei banho de chuva e acabei me viciando.
Já roubei beijo. Já confundi Sentimentos.
Já peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido.
Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro,
Já me cortei fazendo a barba apressado,
Já chorei ouvindo música no ônibus.
Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de se esquecer.
Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas,
Já subi em árvore pra roubar fruta.
Já caí da escada de bunda.
Já fiz juras eternas,
Já escrevi no muro da escola,
Já chorei sentado no chão do banheiro,
Já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante.
Já corri pra não deixar alguém chorando.
Já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só.
Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado,
Já me joguei na piscina sem vontade de voltar,
Já bebi uísque até sentir dormente os meus lábios,
Já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar.
Já senti medo do escuro,
Já tremi de nervoso,
Já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial.
Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar.
Já apostei em correr descalço na rua, Já gritei de felicidade,
Já roubei rosas num enorme jardim.
Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um 'para sempre' pela metade.
Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol.
Já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão. Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, guardados num baú, chamado coração..
E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita: 'Qual sua experiência?'. Essa pergunta ecoa no meu cérebro:
Experiência...experiência...Será que ser 'plantador de sorrisos' é uma boa experiência?
Sonhos!!! Talvez eles não saibam ainda colher sonhos! Agora gostaria de indagar uma pequena coisa para quem formulou esta pergunta:
Experiência? 'Quem a tem, se a todo o momento tudo se renova?'.
(texto recebido por e-mail)
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Descubra qual o seu tipo de temperamento
Hoje vi uma reportagem interessante no Jornal Hoje da rede Globo e resolvi compartilhar com vocês, refere-se a uma Pesquisa que avalia o tipo de temperamento dos brasileiros. São doze tipos de temperamento. Faça o teste e descubra o seu.
http://www.temperamento.com.br/
http://www.temperamento.com.br/
sábado, 25 de dezembro de 2010
O pedido do poeta: comentários
Recebi com alegria e satisfação o comentário do amigo e professor Alberto Ramos e da professora dayana sobre " o pedido do poeta". Assim como os professores, também comentou, em forma de versos, o poeta e primo Hélio Jr. Aventurei-me em em respondê-lo da mesma forma, respeitando minhas limitações no referido gênero literário.
Um filho de Deus
Lhe fez um pedido
Tocando os sentimentos seus
em um poema por você lido
Seus humildes "versinhos"
Nos penetram como um punhal
São inspirados nos espinhos
de uma carencia social.
Porém, o que você é e tem
Foi Deus quem te deu.
Entendas Doutor, que do além
Deus lhe fez instrumento seu.
Um abraço.
do seu primo Hélio Jr.
Grande primo e irmão
Instrumento de Deus, somos todos nós
Aprendi com a vida não fugir da emoção
Ser solícito é dever
Quando crescer, quero ser como vós
Amaí-vos uns aos outros, disse Deus
Obedecê-lo é prazer e satisfação
Amo os irmãos de vida, assim como amo os meus
Graduação, mestrado, doutorado ou qualquer lição
serventia nenhuma terá,
se não vivermos intensamente com o coração.
Júlio Lima
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
O pedido do poeta
Como a maioria dos meus amigos sabe, trabalho na AACD ( Associação de Assistência à Criança Deficiente). Faço atendimento e reabilitação de pacientes amputados. Nessa última semana, fui surpreendido com um pedido sui gêneris de uma prótese. O paciente é um poeta popular e me fez a solicitação na forma de versos. Segue o texto que recebi para apreciação de vocês:
Deus transforma o ódio em alegria
Sou filho de Deus, amo a Verdade
Tenho paz, tenho amor e liberdade
Sem ter Deus, nada disso eu teria
Consegui me formar em Ortopedia
Tenho casa, família e vivo bem
Não consigo negar nada a ninguém
Para ser hoje o que sou, Deus me escolheu
O que sou, o que tenho foi Deus que me deu
E por isso, ajudo a quem não tem.
Deus é grande, pequenos somos nós
Deus está no humilde e pequenino
Quando nasce, ele já sabe o destino
Tranqüiliza o instinto mais feroz
Tempestade obedece a sua voz
Fez milagres indo à Jerusalém
Curou cego que não via ninguém
Pela fé, deu perdão a Zaqueu
O que sou, o que tenho foi Deus quem me deu
E por isso, eu ajudo a quem não tem
Doutor, através desses versinhos
Lhe peço com humildade
A prótese para a minha perna
Que está somente a metade.
Também sou filho de Deus
Confio em sua bondade
Doutor, eu não quero prótese
Para correr e nem ser atleta
Quero só poder andar
Que é muito feio um poeta
Se apresentar para o público
Com uma perna incompleta
Poeta Biu salvino de Macaparana
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Relacionamentos
Está se aproximando o fim de mais um ano. Vamos iniciar uma série de dicas motivacionais que espero que sejam úteis, não só para o ano vindouro, mas para nossas vidas. NÃO É AUTO-AJUDA, ok! Rsrrsr
Iniciaremos com dicas sobre relacionamentos. Gostaria que essa lista fosse aumentada com a sua colaboração
Relacionamento: Como lidar com as pessoas
1. Fale sempre menos do que você pensa.
2. Faça poucas promessas e, quando fizer uma, cumpra -
custe o que custar.
3. Nunca perca a chance de elogiar alguém.
4. Evite o humor agressivo, que sempre acaba machucando
as pessoas.
5. Interesse-se pela vida dos outros, sem intrometer-se.
6. Seja alegre. Não deprima nem torne miserável a vida
de todos à sua volta por pequenas inconveniências.
7. Mantenha a mente aberta. Aceite opiniões contrárias à
sua, e procure entendê-las.
8. Deixe que suas virtudes falem por si próprias, e
evite falar dos vícios dos outros.
9. Não preste atenção em fofocas.
10. Compartilhe suas vitórias com os outros, sem tentar
chamar toda a atenção para si.
Iniciaremos com dicas sobre relacionamentos. Gostaria que essa lista fosse aumentada com a sua colaboração
Relacionamento: Como lidar com as pessoas
1. Fale sempre menos do que você pensa.
2. Faça poucas promessas e, quando fizer uma, cumpra -
custe o que custar.
3. Nunca perca a chance de elogiar alguém.
4. Evite o humor agressivo, que sempre acaba machucando
as pessoas.
5. Interesse-se pela vida dos outros, sem intrometer-se.
6. Seja alegre. Não deprima nem torne miserável a vida
de todos à sua volta por pequenas inconveniências.
7. Mantenha a mente aberta. Aceite opiniões contrárias à
sua, e procure entendê-las.
8. Deixe que suas virtudes falem por si próprias, e
evite falar dos vícios dos outros.
9. Não preste atenção em fofocas.
10. Compartilhe suas vitórias com os outros, sem tentar
chamar toda a atenção para si.
domingo, 5 de dezembro de 2010
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
GERAÇÃO "X" x GERAÇÃO "Y"
GERAÇÃO “X” x GERAÇÃO “Y”
Outro dia, ao assistir um jornal televisivo, deparei-me com uma reportagem que se referia a geração “x”,”y”, etc. Confesso que até àquele momento desconhecia tais termos e suas definições.
A tal reportagem ativou-me a curiosidade de observar mais atentamente, por alguns dias, o comportamento dessas gerações.
Recordando alguns fatos do nosso cotidiano, impressionou-me a velocidade das transformações sociais ocorridas nas últimas décadas.
Percebi que temos muito a aprender com os jovens de hoje e lamentei por eles terem deixado de ter vivido algumas situações “sui generis” a geração “x” (nascidos nas décadas de 60 e 70 e início dos anos 80 – até 1982).
As cidades incharam, a zona rural se esvaziou, o mundo hoje é eminentemente urbano.
As crianças perderam espaço físico e a inocência, ganharam “joy sticks”. Não sabem o que são brincadeiras de roda, bandeira, pião, bila ( bola de gude); quando muito, praticam esporte em escolinhas entre paredes e alanbrados. Os adolescentes não caem mais no poço; se não, na vida, pois o tempo urge.
Em contrapartida, confesso que cheguei a sentir inveja de algumas nuances dos jovens de hoje, os “y” ( nascidos no início dos anos 80 até meados dos anos 90). Acheio-os muito mais valentes. Os mais empolgados chegam a serem atrevidos. Percebo mais atitude, mais certeza do que querem, ainda cedo; e absurdamente libertários. Alguns chegam a se perderem buscando essa liberdade, na droga.
Hoje já não sei o que é disciplina e se ela realmente serve. Renato Russo a definiu como liberdade. Será?
A geração “x” parece-me valorizar mais as relações pessoais ( relacionamentos duradouros, estáveis, mesmo que estejam ruins); enquanto os “y” acompanharam a velocidade dos processos, e sendo mais afoitos, usam suas fichas todas em uma única jogada, sem medo, tornando as “partidas” mais curtas, porém mais emocionantes, ou seria, “adrenalizantes”?
A geração “x” ainda parece-me mais família, mais crente, mais afetuosa.
Se considerarmos que família é carma, crença é medo e afeto demais é entrave, podemos afirmar que na teoria evolucionista, os “y” estão mais adaptados e aptos a sobreviverem nesse mundo moderno virtual global.
No entanto, caso consideremos que a família é a coluna de sustentação do indivíduo, a crença é o alimento da alma e o afeto, o complemento da existência do homem, fica nos “x” um pesar, uma náusea, uma dor ao perceber nossos jovens “tecnosecos”, velozes, intensos, avulsos.
Todavia, se nem tanto ao céu, nem tanto ao mar, as gerações “x” e “y” se estudando mais uma a outra, se permitindo mutuamente e intercambiando experiências, conhecimentos e atitudes, quem sabe não cheguem a um equilíbrio que possibilite a melhoria das relações sociais e interpessoais em busca do tão sonhado mundo sustentável.
Médico/professor
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
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