quinta-feira, 5 de junho de 2014

Assuntos prova Final de Fisiopatologia em Traumatologia e Ortopedia 2014.1

1. Classificação das fraturas/ Consolidação óssea
2. Lesões traumáticas: Contusão, entorse, luxação, fratura
3. Fratura/ Luxação de ombro
4. Sindrome do impacto
5.Fraturas do cotovelo e punho
6. Epicondilites
7.Fraturas da coluna vertebral/ Choque medular
8. Dores na coluna vertebral
9. Espondilolistese
10. Escoliose idiopática
11.Trauma pélvico
12. Fraturas fêmur proximal
13. Lesões do joelho
14. Desenvolvimento neuromotor da criança/ Paralisia cerebral/ Mielomeningocele
15. Semiologia (testes especiais) do ombro, coluna vertebral e joelho

Boa prova!!!

segunda-feira, 26 de maio de 2014

SORRY SELEÇÃO!

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Cadê tu, Artur?

           
            Passaram-se 7 dias dias desde que Artur Eugênio foi chamado para uma urgência no céu como disse Carla Rameri. Só não passa a saudade, o hiato, a ausência que teima em doer.
            Há exatos 18 anos, a vida promoveu o encontro de 32 jovens cheios de sonhos e vindos de várias partes do Nordeste em Campina Grande. Foram 6 anos intensos de convivência.
            Juntos enfrentamos obstáculos, juntos superamo-los e consolidamos o que chamamos de família da UFPB campus II, turma 96.1.
            - E aí? Escapasse?
            Esse era o código de saudação mais utilizado nessa nossa família, que como toda família possui os mais exaltados, os mais calados e os que, de forma madura, tramitava fácil entre todos, assim era Artur.
            Não me recordo um só momento em que Artur protagonizasse algum tipo de desavença. Ele sempre foi, antes de qualquer coisa, um conciliador.
            Através de seu temperamento calmo e educado, próprio dos sábios, defendia seu ponto de vista com firmeza e lealdade. Impensável um grito, uma palavra mais dura ou fria pronunciada pelo amigo.
            Talentoso que sempre foi, idealizou um grupo de forró pé de serra para que nossos encontros fossem festivos. Ensinou Zabumba a Rodrigo, Sanlio no triângulo, fabrízio no contra-baixo, Júlio no agogô e Manoel em qualquer coisa ( o importante era estar lá) e ele, Artur, na sanfona e regência. Isso é que era gostar de desafios, viu? Por mais impossíveis que lhe parecessem.
            Os ensaios eram nas madrugadas após os estudos nos Studio de sua casa. Assim nasceu “Artur e o cabras da peste” como ele gostava de dizer.
            Esse fato demonstra a imensa generosidade que ele possuía. A capacidade de agregar, somar, construir. Demonstra o tamanho de sua solidariedade e disposição para ensinar o que sabia ao próximo. Demonstra parte de sua grandiosa capacidade de amar.
            Quantas festas? Anéis do Brejos, onde tudo começou. Quantos encontros?! Sabiás, fuás nas casas de Cabral, imbalanças, imbalanças, imbalançás... Quantas gargalhadas, agora silenciadas pela covardia e desamor.
            Artur, estrela que era, tinha a vocação para o brilho e para as alturas, mesmo que com discrição. E assim, obedecendo a sua necessidade de grandes desafios segue, como todo nordestino de fibra e valente, para São Paulo e lá se torna Dr. Artur Azevedo.
            Foram anos de dedicação e perseverança alicerçados pelo amor incondicional de sua companheira e esposa, Carla Rameri e depois por Tomás, sua cria. Sabendo também que tudo pelo qual lutava só era possível de ser concretizado por que antes, lá no começo e em toda sua jornada teve o braço forte e coração sensível e amável de S. Alvino e D. Vaninha.
Há 4 anos retorna, como um bom filho sempre faz, para sua gente. Queria ele, de fato, retornar para sua terra natal, no entanto, ela ainda não o comportava pela complexidade de sua graduação correndo o risco de ser subutilizado, seguindo então para o Recife.
            No Recife logo conseguiu algum espaço e que ainda iria galgar muito, muito mais, se não fosse a mão perversa do homem que lhe ceifou a vida, mas que jamais tirará sua obra, sua grandeza, sua magnitude, sua genialidade.
            Artur está agora ao lado dos bons e do pai, consolado, como nós, pela Virgem Mãe Sagrada e estará sempre muito vivo para todos que tiveram a felicidade de tê-lo em seu convívio em algum momento de nossas vidas.
 Júlio Lima


terça-feira, 13 de maio de 2014

E lá se vai Artur...


E lá se vai Artur... Vai tocar sua sanfona na companhia dos bons. Chegará no céu devagarzinho, meio calado, meio faceiro, meio sem jeito perguntando aonde está?
Talvez ainda queira saber, como todos nós aqui saudosos, por que tão cedo? Por que assim sem nem avisar?
Talvez alguém lhe diga: Porque sim.
Não! Não senhores! Fatalidade definitivamente não! Porque sim, certamente não foi.
Artur, nosso amigo Artur, filho de seu Alvino e dona Evane, pai de família e médico exemplar na verdade foi vítima da ineficiência e negligência do Estado.
A morte de Artur é menos um caso de polícia. A agressão sofrida por ele é resultado da ausência ou ineficiência das políticas sociais do Estado.
Quando o objetivo é encabestrar o miserável com programas desfigurados à eleitoreiros e não resgatar o cidadão de sua condição de miserável, pela educação, a sociedade mostra esse desvirtuamento moral, mostra sua face mais perversa e insana.
A banalização do ser humano e sua integridade física e moral deixa de ser um ponto fora da curva e passa para a média aceitável, ou pior, para a média negligenciada.
De Thomas Robes aos nossos dias vivenciamos um crescimento exponencial na economia, tecnologia e indústria, no entanto, o homem permanece no abissal como lobo do homem, só que agora com diferenciais de requintes de crueldade, perversidade, tripudiação.
Se àqueles que deveriam zelar pela ética falcatruam, àqueles que deveriam zelar pela lei e fazê-la com isenção prevaricam, àqueles que deveriam considerar normal o ato correto, o chamam de ingenuidade não temos como exigir daqueles que vivem na miséria e na certeza da impunidade que tomem atitudes diferentes daquelas que estamos vendo ultimamente.
O pai que joga filha do quarto andar ou que se omite no assassinato do filho pela madrasta, adolescente que mata pai e mãe, transeuntes que lincham uma inocente sem dó, nem piedade, sujeito que lança vasos sanitários para matar de forma espetaculosa, um pai de família que ao final de um dia árduo de trabalho e que deveria ter direito a um descanso é sequestrado e violentamente morto, crianças queimadas presas a colchões, etc, etc, etc. não são atos isolados da violência urbana, se não, o reflexo de uma sociedade carcomida pela corrupção e impunidade.
Perdemos um amigo para a ineficiência do Estado. A população perde um profissional extremamente qualificado (doutor em sua área) para a ignorância e crueldade humana. Uma mãe perde um filho para a cultura da corrupção. Uma mulher perde seu companheiro para a ausência de educação e, por fim, um filho perde um pai para a impunidade.

Júlio Lima

sexta-feira, 25 de abril de 2014

O que representa Nossa Senhora para os Cavaleiros Templários?

Nossa_Senhora2O mês de maio é conhecido como “mês de Maria”. Maria, Mãe, Mare, Nossa Senhora, Maria Coluna do Templo, Sophia, a Deusa Mãe dos Celtas, a Cibele entre os Romanos, Ísis dos Egípcios, Maria a Mulher do Apocalipse coroada com as 12 estrelas e tendo a Lua sob os seus pés.
Mas, o que Ela representa para os Cavaleiros de todos os tempos?
O culto Marial, do qual São Bernardo foi um dos principais iniciadores, desabrochou no século XII, no mundo cristão. Sem dúvida, o culto de Nossa Senhora associa-se ao culto da Senhora reverenciada nas canções dos trovadores. O “amor cortês” elevava o Cavaleiro, pois fazia nascer em seu interior a chama do Amor Espiritual – Ágape – que nunca se esgota.
O culto da Senhora é de elevado alcance iniciático e cavaleiresco. A Virgem Mãe, a Iniciadora, a papisa do Tarot, são todas símbolos de realidades milenares e arquetipais. É o princípio negativo, o elemento terra associado ao elemento água, às correntes telúricas, à Natureza e à Criação em constante movimento, em constante gestação. O culto da Virgem é certamente mais antigo que o culto Crístico ou Solar. As antigas reminiscências do culto céltico na Bretanha e na Irlanda relatam o poder feminino. A mulher, a Rainha, tinha (e ainda tem) o poder temporal, porque o poder espiritual está sob o seu encargo. O maravilhoso mistério da cristandade e de toda Iniciação tradicional retirada das fontes da autenticidade está no desdobramento das duas correntes, na reconciliação das duas energias, masculina e feminina (o culto Crístico Solar e o culto Marial Lunar). Devemos refletir sobre a importância desta dupla figura na Iniciação Templária.
Para o monge-cavaleiro o dia iniciava (ou deveria ainda ser assim) com uma saudação à Dama de todas as Damas do seguinte modo:
“Em estreita comunhão com a corrente Templária do Templo de sempre, damos graças à Virgem Maria, Nossa Senhora por ser Ela Chefe de nossa Ordem, porque Nossa Senhora estando no início de nossa Ordem, Nela e em sua Honra estará, se for do agrado de Deus, o retorno de nossa Ordem em sua Verdade, em seu poder, sua Pureza, e o fim de nossa Ordem quando assim for do agrado de Deus. Amém.”
O fim do dia terminava com a “Mãe da Misericórdia, a Rainha, nossa Vida, nossa Doçura, nossa Esperança na Terra comparada ao vale de lágrimas”. E muitos ainda assim o fazem hoje.
Vemos na Tradição a importância deste Ser feminino. Maria reconciliadora dos elementos, Maria divina Alquimista, Maria de Cem Faces, Nossa Senhora de Sob a Terra de Chartres, Virgem Negra de Rocamadour, Virgem Negra de Vezelay (França), ou seja, todas as Virgens negras, a saber: Nossa Senhora do Pilar e Nossa Senhora de Mont Serrat na Espanha; a Virgem Negra Nossa Senhora de Aparecida no Brasil; a Virgem Negra de Einsiedein na Suíça.
No signo zodiacal de Virgem que corresponde ao nono mês do ano (setembro), Maria é o símbolo da fecundidade e da maternidade. É aquela que dá a vida e que canaliza as correntes telúricas. Em todos os espaços consagrados as energias da Mãe Terra podem ser estudadas e canalizadas de acordo com o conhecimento tradicional dos antigos, a fim de se conseguir a melhor harmonia possível nos trabalhos. Às vezes é representada com as mãos voltadas para a terra perto de uma fonte, tal como os Druidas veneravam as deusas do poço (poço que devia dar passagem ao centro da Terra, à Iniciação interior, ao princípio de todas as coisas).
Não se trata apenas de uma imagem de devoção. A ideia que Deus ou que todo Avatar possa ter nascido de uma Virgem – “e o Verbo fez-se carne e habitou entre nós” – não é nova. Assim, Ísis concebe e dá a luz a Hórus, e antes dela a Deusa-Mãe Hator representava a Mãe no seio da qual Hórus, “o Sol”, encerrava-se toda tarde para renascer toda manhã. Em muitos lugares a saudação à Maria confunde-se com a saudação a terra. Antigamente o Cavaleiro beijava o solo três vezes e voltava-se para o norte, invernal e feminino. O norte é outra denominação para a Estrela do Mar, também chamada Vênus, planeta do amor. Para o Cavaleiro Templário, o monge-soldado que pronunciou os três votos dos monges: pobreza, castidade e obediência, Nossa Senhora é o ideal feminino personificado, a Dama a ser conquistada. Assim como na carta seis do Tarô, os Enamorados, o Cavaleiro terá que escolher entre os dois caminhos a seguir na bifurcação que se lhe apresenta à frente, ou seja, entre a Dama/espiritualidade e a mulher da carne/matéria.
Foi para homenagear Nossa Senhora que a Idade Média construiu muitas das Catedrais. É a Ela que o Cavaleiro pede proteção antes de ir ao combate, dedicando a sua vida, o seu coração e o seu corpo. Para os aspirantes a Cavaleiros, é Ela que mostra a Via Sagrada, sendo a “Porta do Céu” e a Iniciadora. Também é a “Fonte de Vida e de Luz”. É a “Pedra Negra” de nossa transformação alquímica. Maria recebeu a Sophia, a Grande Mãe, e tornou-se Serva direta da Divindade na qualidade de Imaculada Conceição, o “Vas Spirituale”, a Matéria encarnando o Espírito resultando na Matéria Vivente.
Nas horas sombrias da dura batalha, quando as dificuldades chegavam aos corações dos Cavaleiros, lembrava-se da Sua presença irradiante, eterna fonte de Vida e de Luz, de Consolação e de Compaixão. Sempre perto das fontes naturais de água, Sua força era saudada pelos Monges-Guerreiros com reverência e paz profunda.
*Adílio Jorge Marques é professor de Física e História da Ciência da rede pública e particular de ensino do Rio de Janeiro. Pesquisador em História da Ciência luso-brasileira e história das Tradições.
Fonte: http://www.debatesculturais.com.br/o-que-representa-nossa-senhora-para-os-cavaleiros-templarios/

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

3 MINUTOS COM BAUMAN: AS AMIZADES DE FACEBOOK


Sociólogo polonês preocupado em compreender a sociedade pós-moderna, Zygmunt Bauman, 87 anos, autor de vários livros em que explica as relações sociais na contemporaneidade, comenta em 3 minutos, em uma de suas conferências que foi concedida para o Fronteiras do Pensamento, porquê nossas relações de amizade no facebook são tão atrativas, fáceis e superficiais.


Leia o trecho:
"Um viciado em facebook me confessou - não confessou, mas de fato gabou-se - que havia feito 500 amigos em um dia. Minha resposta foi: eu tenho 86 anos, mas não tenho 500 amigos. Eu não consegui isso! Então, provavelmente, quando ele diz 'amigo', e eu digo 'amigo', não queremos dizer a mesma coisa, são coisas diferentes. Quando eu era jovem, eu não tinha o conceito de redes, eu tinha o conceito de laços humanos, comunidades... esse tipo de coisa, mas não de redes.
Qual a diferença entre comunidade e rede?
A comunidade precede você. Você nasce em uma comunidade. De outro lado temos a rede, o que é uma rede? Ao contrário da comunidade, a rede é feita e mantida viva por duas atividades diferentes: conectar e desconectar.


Eu penso que a atratividade desse novo tipo de amizade, o tipo de amizade de facebook, como eu a chamo, está exatamente aí: que é tão fácil de desconectar. É fácil conectar e fazer amigos, mas o maior atrativo é a facilidade de se desconectar.
Imagine que o que você tem não são amigos online, conexões online, compartilhamento online, mas conexões off-line, conexões reais, frente a frente, corpo a corpo, olho no olho. Assim, romper relações é sempre um evento muito traumático, você tem que encontrar desculpas, tem que se explicar, tem que mentir com frequência, e, mesmo assim, você não se sente seguro, porque seu parceiro diz que você não têm direitos, que você é sujo etc., é difícil.
Na internet é tão fácil, você só pressiona "delete" e pronto, em vez de 500 amigos, você terá 499, mas isso será apenas temporário, porque amanhã você terá outros 500, e isso mina os laços humanos."

sábado, 15 de fevereiro de 2014

O avesso, do avesso, do avesso

Imagem colhida na internet
Ultimamente ando tendo a impressão que estamos vivendo no estadio da desorganização universal da moral.
Desde as manifestações do verão de 2013, sinto na pele, pelo fato de ser médico, o apedrejamento político e social de minha categoria.
No entanto, alargando um pouco mais o campo de visão, além do meu umbigo ferido, estou convencido que apenas somos a "bola de vez", nada mais.
Respeitando a importância das demais profissões, acredito que o país funciona sobre quatro pilares profissionais: os agentes sociais, os profissionais da educação, os responsáveis pela segurança pública e os agentes da saúde.
Se olharmos pela janela da nossa recente história, observamos que em um passado não longínquo, possuíamos uma educação pública que se destacava, pois servia a classe dominante. Quantos de minha geração não tivemos um bom professor que relatara sua origem acadêmica na escola pública, assim como, do valor social que possuía um educador?
No instante que a educação teve que ser estendida para todas as classes sociais, por pressão do desenvolvimento externo, iniciou-se um completo desmantelamento nas escolas e desvalorização profissional do professor que se percebe, desde então, despido e desamparado pelo Estado.
Na política, dá-se início a um jogo de empurras, demagogias, discursos hipócritas e promessas vazias em nome da Educação. Essa queda ladeira a baixo deixa o professor vazio de prestígio social e ridícula remuneração salarial. Como se diz no popular, além da queda o coice. Os nossos mestres ainda acumularam a obrigação de oferecerem educação doméstica aos alunos, pois os pais, na maioria ausentes de seus lares na maior parte do dia, não impõem mínimo limite às suas crias para um convívio social minimamente aceitável e ainda cobram esse serviço da escola, seja ela pública ou privada, nesse caso.
Não distante de semelhante realidade estão os agentes sociais. Na universidade, as ciências humanas não possuem o mesmo ‘glamour” de outras áreas de conhecimento, nem tão pouco, recebem o mesmo carinho em incentivo e estrutura. Os profissionais dessa área, assim como o professor, o policial e o médico que atuam na ponta do sistema, absorvem toda gama de revolta e desestrutura individual, familiar e profissional do cidadão comum por sua invisibilidade pelo Estado.
Assim como os demais, o agente social (Sociólogos, Assistentes Sociais, Psicólogos, etc.) sofre com o desprestígio e baixos salários, além de trabalharem sobrecarregados por uma demanda crescente de uma população órfã da presença do poder público. Diariamente trabalham desarmando ou tentando desarmar verdadeiras bombas prestes à explosão. Não conseguem fazer-se ouvir ou ser enxergada a sua angústia do exercício limite de sua profissão, pois trabalham com serem invisíveis aos olhos dos que, de fato, tomam as decisões sobre as políticas públicas a serem executadas.
A segurança Pública é, no meu entender, um adequador das relações entre os cidadãos e na sociedade de forma geral, assim como a Medicina é quardiã da promoção a saúde e bem estar, e prevenção e recuperação das doenças sofridas por este mesmo cidadão, sendo por tanto, a segurança e a saúde bens “se ne qua nons” para que a engrenagem social de fato funcione.
Seguidas vezes nos últimos anos, presenciamos nos jornais matinais, vespertinos e noturnos notícias e fatos que denigrem a imagem dos policiais e médicos.
Numa narrativa nem sempre amistosa e descrições de estórias quase sempre tratadas de forma unilateral, tornamo-nos expectadores de uma campanha imoral financiada principalmente pelo governo, haja vista as ações do mesmo nessas áreas, e endossada por uma imprensa que insiste em tentar passar uma imagem de que é livre, mas que nos parece depender, e muito, da ajuda e/ou parceria do governo central, estadual ou local.
As políticas públicas na área de segurança tem se mostrado ineficiente no condizente a repressão e recuperação do infrator comum que, muitas vezes, acabam nos presídios, verdadeiras universidades do crime, por questões banais aonde o infrator poderia ser inserido em programas específicos, caso existissem. Ou de outra forma, recolocam-no na rua para a reincidência contínua sem nenhuma punição.  Há uma perversidade com o homem comum e com o profissional militar ou civil que se encontra no outro extremo das decisões.
O desvirtuamento moral com defesa por seguimentos diferentes da sociedade de bandidos políticos corruptos condenados, grupos que se intitulam justiceiros e  outros de marginais que praticam “pequenos furtos”, estes defendidos por políticos e entidades que mais procuram holofotes e autopromoção sobre a desgraça desse “pequeno marginal” do que com uma política e propostas que mudem suas realidades tem gerado um estado de caos social e de verdadeira barbárie em nossas cidades.
O policial trabalha com uma sensação de chuva no molhado, além de sofrer desprestígio social, má remuneração, estar mal equipado e submetido a condições extremas de estresse cotidiano ( mesmas condições dos demais citados), ainda recai sobre si toda sorte de culpa e crítica da imprensa que, vendendo verdades superficiais sem nunca buscar a ponta do novelo, acaba por influenciar o cidadão comum a ter a crítica fácil na ponta de sua língua.
Esse desmantelamento de Agentes Sociais, Professores e Policiais não é fato recente e vem acontecendo nos governos independentemente de sigla partidária e ideologia política. Como diz minha amiga Mazé: Políticos não se arranham. Não nos iludamos, jogam todos no mesmo time, o deles.
Pois bem, o atual governo decidiu trazer para si a tarefa da derrubada do último dos pilares da coluna de sustentação social no meu entendimento – os profissionais Médicos.
A aproximação ideológica com o regime de exceção da ilha da América Central e a sua condição falida fez surgir à necessidade de justificativa, pelo governo, para evasão de divisas nacionais para o financiamento e manutenção da ditadura. Combinado coincidentemente com a quase única matéria prima de exportação dos irmãos Castros, médicos, fez com que ainda no início desse governo, o povo brasileiro fosse contemplado com doses diárias televisivas de estórias mau-contadas sobre os médicos e o exercício da medicina no Brasil.
Ali está sendo gerado o embrião para o  que vínhamos mais tarde a conhecer como o plano de governo para a saúde no Brasil.
Aproveitando-se do calor das manifestações de Junho/13, o governo apressa-se para realizar o parto a fórceps do seu plano para ajuda a ditadura da ilha e desmantelamento da profissão médica. Promove através de publicidade milionária e em parceria com os empresários da comunicação um verdadeiro desmonte de uma categoria profissional, assim com já havia acontecido em outras circunstancias com outras categorias, como as já citadas e outras, tais como, os bancários que também sofreram o mesmo desmonte pelos donos do capital financeiro sob a batuta dos governos.
A corrupção, ineficiência e ausência do Estado colocam os profissionais que estão na ponta do Sistema como muro de lamentações e pancadas pelos cegos, desassistidos e analfabetos funcionais. Vivemos o avesso da história, da moral e da ética. Estamos marchando na contramão do mundo, sem norte, sem rumo.
Júlio Lima
Médico/Professor



segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Ação solidária de natal

Amigos,
A fundação terra está presente no shopping Rio Mar recolhendo doações de roupas e brinquedos. Quem puder faça uma doação e ajude a celebrar um Natal feliz para muitas crianças e famílias... e," papai noel que me perdoe, mas viva papai do céu!"

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Amputação no paciente idoso


terça-feira, 29 de outubro de 2013

FUNDAÇÃO TERRA



Fundação Terra é uma organização não governamental brasileira criada como intuito de prestar ajuda às pessoas que vivem no local denominado "Rua do Lixo", na cidade de Arcoverde, no estado dePernambuco. Esta comunidade é constituída por catadores de resíduos, quebradores de brita, biscateiros, migrantes, etc. De grande importância é a cooperação de doadores da Alemanha.
Entre as ações desenvolvidas pela fundação, estão a Pax Christi, onde além dos ensinos tradicionais, os indivíduos aprendem uma profissão prática, como costura,computaçãosoldagem naval 1 etc. A escola conta com uma marcenaria comunitária, que faz parte da escola profissional, produzindo móveis baratos de necessidade cotidiano - mesascadeiras e armários - para a comunidade. Nas salas da Pax Christi Schola, o método de ensino utilizado é o de Paulo Freire, desenvolvendo um trabalho de autoconsciência mais forte.
No Centro Mater Christi, as mães gestantes têm acompanhamento pré-natal, recebem alimentação e participam de palestras sobre higiene e saúde preventiva. O atendimento continua após o parto, durante a amamentação e até o primeiro ano de vida da criança. O centro mantém ainda uma creche.
O projeto Domus Christi abriga 21 idosos, de 68 a 101 anos, todos abandonados pela família. Cada um tem uma pequena casa, com quarto e banheiro, além de assistência médica e odontológica.
A Fundação Terra construiu também uma cozinha comunitária, que fornece por dia 645 refeições para crianças, mulheres gestantes e mães que amamentam. Além disso, 500 famílias cadastradas recebem cestas básicas duas vezes por mês 2 .

domingo, 6 de outubro de 2013

De que lado o governo samba?

Fonte: Internet


Somos de uma geração que foi forte o suficiente para acabar com a ditadura, lutar por liberdade e gritar por direitos.
Hoje, na medida em que, por um lado, parece-nos que estamos à beira de um novo golpe aos moldes bolivarianos e assistimos de camarote a execução de uma política mais do que equivocada, incompetente e que está fazendo o Brasil perder a veia do crescimento. Por outro, assistimos de camarote e inertes, os banqueiros e as elites lucrarem como nunca. Privatizações para estrangeiros do pré-sal e rodovias, por exemplo, lembram-me de políticas antes combatidas por quem hoje é governo.
Na saúde está em execução uma política catastrófica e desrespeitosa ao cidadão comum brasileiro. Na educação, somos piada para o mundo e vemos a marginalização dos professores pelo governo.
Essa presidente que me parece sem vontade própria e sem coragem para romper com os que se dizem promotores de sua chegada à principal cadeira do país não está percebendo que seu partido está lhe assessorando da pior forma possível e lhe estimulando a tomar as medidas mais descabidas e está afundando seu governo?
 O medo não a deixa enxergar que o povo foi quem a colocou onde está e não seu partido atolado até os olhos em corrupção e falcatruas.
Dentre as mais descabidas atitudes desse governo, podemos citar a organização de um ministério podre, na sua maioria – Afif Domingos e Padilha que o digam; conflito com o judiciário; priorização na construção de estádios em detrimento a um socorro efetivo às vítimas da seca nordestina; política econômica sem transparência e sem confiança; programa de privatização que está prestes a entregar o pré-sal aos estrangeiros e sem regras definidas e editais sem valor, além do programa “mais médicos”.  

             Não entendo, alias, entendo só não aceito a apatia da sociedade a tudo isso. Não temos oposição séria com um projeto diferente. No máximo, temos oportunistas midiáticos querendo ser o próximo mamador das tetas dessa terra. Vide união no mínimo estranha entre Eduardo Campos e Marina Silva
 A copa das confederações foi uma afronta ao povo brasileiro. A farra da gastança foi absurda. Tudo pago com o nosso suor. Sinceramente não temos nada para comemorar. O título teve sabor de fel. Não quero ser campeão em besteira. Quero ser campeão em qualidade de vida. Nesse jogo. Perdemos feio.
Quanta hipocrisia, quanta palhaçada, quanta mediocridade observarmos esses políticos filhos do coisa ruim, baixaram as passagens de ônibus e trem em todas as cidades no Brasil por causa das manifestações, como se essa fosse a questão.  
Procuram sufocar, diminuir, desqualificar a voz das ruas que gritou: CHEGA DE CORRUPÇÃO, DESMANDOS E INCOMPETÊNCIA. QUEREMOS SAÚDE (não apenas médicos), EDUCAÇÃO, SEGURANÇA E MOBILIDADE. A mudança só virá quando o povo invadir os salões aonde a farra desses políticos de TODOS OS PARTIDOS é farta e às nossas custas.
Como não sou economista, advogado e não recebo o bolsa família, falarei especificamente sobre a política desse governo para a saúde. Até gostaria que outros profissionais fizessem uma leitura sobre essa atuação em sua profissão ou área de trabalho para um debate mais amplo.
Em relação à saúde, a obrigação do oferecimento desse serviço à população é do governo e não dos médicos. Médico não é curandeiro, nem mágico. Médico faz ciência, não pirotecnia. Médico necessita de condições favoráveis de trabalho para conseguir tratar o paciente. A cura pode ou não ser alcançada, pois exerce uma função de meio e não de fim e nem sempre, para se dar o diagnóstico de uma patologia, é necessário despir e palpar o doente. A Presidente Dilma muda seu discurso, agora mais eleitoreiro e menos visceral, no entanto sem alterá-lo em essência.
O país, no final do semestre passado, borbulhou em protestos. Congresso, judiciário e executivo colocados contra a parede, no entanto, viraram as costas, tamparam os ouvidos, emudeceram-se e se fizeram de autistas às reivindicações da sociedade.
Fazem-se necessário que haja uma verdadeira política para a saúde. Mudanças profundas com respeito ao usuário,  fomento à pesquisa, ensino e valorização de todos os profissionais que nela trabalha.
Uma grande amiga me questionou porque só agora os médicos levantaram a voz para denunciar a situação da saúde pública no Brasil?
            Os médicos, no meu entendimento, têm uma grande parcela de culpa em tudo isso. Assistiram a situação chegar aonde chegou, em parte, por omissão em mostrar para sociedade a realidade que sempre enfrentou no seu exercício laboral. E quando um ou outro levantou a voz e tentou mostrar a situação dos pacientes e condições de trabalho não encontrou o eco dos pares.
Esse problema vem de longe. A diferença é que os outros governos tiveram seus discursos demagógicos colocando sempre a culpa em seus antecessores, com isso, os médicos mantiveram-se quietos e a sociedade enganada .
No entanto, com esse governo, a presidente não pode colocar a culpa em seu antecessor, pois é colocar a culpa em seu padrinho político e mentor do seu governo e nela própria, pois ela era governo também.
Sem saída, o governo joga a culpa de um descaso centenário e de todos os governos na classe médica, pois precisava dar uma satisfação às ruas e colocar em prática um acordo já firmado há tempos para emissão de divisas de nosso país e nossa gente como patrocínio da ditadura Castrista aonde o “dinheiroduto”  seria a saúde.
No instante que foi acusada, a classe médica resolve colocar a boca no mundo, mostrar e dizer para sociedade que a coisa não é bem como ela (Dilma e os seus) conta e começa mostrar que a incompetência, descaso, ineficiência, perversidade, dolo é do governo e não da classe médica. No entanto, já era muito tarde. Os gastos com propaganda, a mídia governista que há tempos encabeça uma campanha contra os médicos em seus programas, novelas e jornais, o congresso, também com maioria governista, de joelhos e obediente, quando conveniente, às PEC’s presidenciais e um judiciário desfacelado pelo executivo faz com que a sociedade se volte contra a classe médica.
O ódio que vi nas redes sociais contra a classe médica dá uma excelente tese de mestrado ou doutorado: O dia em que a classe média, que não é usuária do SUS, demonstrou todo seu ódio contra aquele que, em tese, detém poder sobre sua vida.
Até solicitaria aos que odeiam médicos, principalmente os que possuem plano de saúde e não são usuários do SUS, nem nunca visitaram um desses lugares que evitem destilar seu ódio defendendo o governo e atacando os médicos. Na verdade, estes lutam por melhorias das condições de trabalho e, dessa forma, quem ataca a classe médica por algum rancor pessoal está impedindo possíveis melhorias nas instalações, equipamentos, medicamentos disponibilizados, acesso às tecnologias e a presença de uma equipe completa com todos os profissionais da saúde em um posto ou Hospital do SUS. Claro que se luta também por bom salário, direitos trabalhistas e carreira de Estado, mas a luta dos médicos não se limita a isso.
Vi com muita tristeza a vitoria da hipocrisia. Sentenças judiciais favoráveis à prática da medicina por estrangeiros que não cumpriram todas as etapas exigidas para quem faz o curso em outro país. Pior, obrigando os conselhos a cederem registros àqueles que nem comprovação de que realmente são médicos trouxeram em suas bagagens de tanta “solidariedade”. Na prática, o judiciário, também de joelhos, negou a dignidade para o brasileiro comum.
 O governo lança um programa aberrante e de cunho exclusivamente eleitoreiro aonde estratifica a população brasileira da forma mais perversa que existe, com descaso sobre sua saúde e sua existência como cidadão. Para os "homens da corte”, Sírio Libanês com os melhores médicos brasileiros formados no Brasil e com acesso à tecnologia de ponta. Para o "homem comum”, excelentes médicos brasileiros formados nas boas universidades do Brasil com algum acesso às tecnologias de ponta ( são os cidadãos do litoral e grandes cidades que podem pagar um plano de saúde). Para os "homens desprezados” dos rincões brasileiros, médicos estrangeiros sem comprovação de qualificação e bons médicos brasileiros, porém refém- formados, inexperientes e sem acesso a qualquer tecnologia, ou mesmo, mínimas condições de trabalho.
O que mais me entristece é ver a sociedade lavar as mãos como fez Pilatos e querer se enganar e fazer vista grossa para tal aberração com o argumento vil de que o sertanejo agora também terá médico. Como se para ele isso bastasse!
Lembro-me do espanto com que recebi, por meio do Jornal nacional, a notícia do convênio Brasil – OPAS – Cuba. Era anunciada em rede nacional e em horário nobre que o governo brasileiro estava importando ESCRAVOS, Isso mesmo minha gente, escravos, pois pagará o salário ao “miserável” do médico que virá (provavelmente forçado) de Cuba. O Valor do salário (10mil) será pago ao governo de Cuba que decidirá quanto pagará a esses senhores. O que diferencia isso do tráfico de pessoas? O governo de Cuba é o CAFETÃO, o governo Brasileiro, O CLIENTE e os médicos, pra variar, AS PUTAS.
Quando me formei em Medicina, fui trabalhar no Distrito de Brejo Grande em Santana do cariri na Chapada do Araripe Cearense. Era responsável ainda pelos distritos do Pontal e da Conceição. Foi o ano mais feliz de minha vida profissional.
Tínhamos além dos atendimentos e visitas domiciliares diárias, grupos de idosos, adolescentes, gestantes e infantis com reuniões frequentes. Fazíamos passeios com esses grupos, além de festas organizadas pelas comunidades.
Conseguimos fazer uma farmácia de plantas medicinais com mais de 100 tipos de plantas diferentes onde qualquer pessoa da comunidade tinha acesso e o conhecimento sobre tais plantas era compartilhado por todos.
 Com certeza, como sertanejo que sou, passaria o restante de minha vida realizando àquele trabalho que acreditava e amava. No entanto, não fiquei. Por quê?
Por que sou mercenário que quero muito dinheiro? Por que quero morar num grande centro com sérias dificuldades de deslocamento, violência e relações interpessoais nem sempre fáceis?
NÃO, Não! Tive uma partida difícil daquelas comunidades e o fiz por culpa única e exclusiva do GOVERNO que não me deu alternativa, pois sempre desvalorizou o médico da atenção primária. Não oferece condições para uma medicina minimamente possível. Não oferece nenhuma segurança trabalhista.
 O médico do interior fica a mercê e refém do humor e da vontade dos prefeitos e secretários de saúde, nem sempre honestos. Qualquer parentalzinho de autoridade local dá carteirada exigindo prioridade, quando não, exclusividade. Além da ausência de condições de resolubilidade de patologias simples e de referenciar os casos mais graves.
 Hoje vejo com muita tristeza esse teatro patético desse governo que, com fins eleitoreiros e de evasão de divisas para financiar uma ditadura, realiza um verdadeiro desmonte de uma profissão.
Mais triste ainda é ver a maioria das pessoas se “lixarem” para isso por que não é com elas.
Mais triste ainda, fico quando vejo muita gente defender uma ditadura (seja de que ideologia for), aceitar o trabalho escravo como algo normal.
Não consigo ter outro sentimento a não ser o da solidariedade por esses semi-escravos, obrigados até proferir discurso ufanista.
Resta uma tristeza profunda por ver minha gente apenas como manobra eleitoreira e infame de um projeto vil de poder e a percepção de que a sordidez tomou conta do país.
Estamos descendo ladeira a baixo. O país está à deriva e o povo letárgico, insone.
O governo deu um “boa noite cinderela” no povo através dos programas assistencialistas e em boa parte da classe média, através da mídia.
Só ignorante não ver que o governo enriquece cada vez mais as elites e oferece migalhas a quem realmente sustenta essa pirâmide.
 Não vejo política pública séria em nenhum setor do governo. Há camuflagem e alteração de dados econômicos levando a desconfiança do mercado, nossos professores tratados como bandidos, política externa patética que fala grosso com os Norte-americanos, não que estejam corretos, mas aceita desaforo da Bolívia que nacionalizou empresa da Petrobras e calote da Venezuela, no caso da refinaria em Pernambuco.
 O que se observa é uma grande colcha de retalhos aonde sobra incompetência, corrupção e desejo de tornar o Brasil numa ditadura bolivariana.
Júlio Lima

Médico e professor

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Morte e vida severina em desenho

Hoje, recebi um presente da amiga Lane Pordeus e que compartilho agora com vocês!

quinta-feira, 25 de julho de 2013

CRESCIMENTO EM ORTPOPEDIA PEDIÁTRICA


Foto: Internet
1. Estudo Radiológico
 Cerca de 50% das crianças tem idade óssea significativamente diferente de sua idade cronológica.
Em alguns distúrbios isso é característico e todo o raciocínio, análise, previsão e tomada de decisão devem ser feitos tomando por base a idade óssea. Ex: doença de Perthes, discrepância de comprimento dos membros, condrodistrofia.
 Existem várias relações úteis entre os eventos da PUBERDADE x SINAL DE RISSER.

·       Sinal de Risser:
0: É para os primeiros 2/3 do disparo do crescimento puberal e indica que o pico da curva de velocidade de crescimento ainda não foi atingido.
l: Anuncia o inicio da rampa descendente do pico de crescimento puberal. A taxa de crescimento da estatura, em posição sentada e em posição em pé, diminui abruptamente. Pêlos axilares geralmente aparecem nesse período.
ll: Corresponde a uma idade óssea 14 anos nas mulheres e 16 anos nos homens. Há ainda um risco de 30% de progressão (5° ou +) para uma curva escoliótica de 30° e um risco de 2% para uma curva de 20°.
lll: Existe ainda uma ano de crescimento. Nesse ponto há um risco de 12% de erro, curva de 20° ou maior progredir 5° ou +.
lV: Corresponde a 15 anos em mulher e 17 anos em homem. O risco de progressão de escoliose está acentuadamente reduzido, embora, para o homem permaneça um risco reduzido.
V: A apófise ilíaca pode fundir-se na idade de 22-23 anos. Em alguns casos ela nunca se funde.
2. CRESCIMENTO DA COLUNA VERTEBRAL
 As vértebras lombossacrais são relativamente menores ao nascimento do que as torácicas e as cervicais, contudo, durante os primeiros anos de crescimento elas crescem mais rapidamente.
 Os discos respondem por aproximadamente 30% da estatura do segmento espinhal ao nascimento, na maturidade diminui para 25%.
 As porções anterior e posterior das vértebras não crescem à mesma taxa. Na região torácica, os componentes posteriores crescem mais rápidamente. O inverso ocorre na região lombar.
 A altura da coluna quase triplicará desde o nascimento até a vida adulta. A coluna adulta média no homem tem 70 cm de comprimento (12 cm col. Cervical, 28 cm – torácica, 18 cm lombar e 12 cm sacra). Na mulher mede em média 65 cm.
Ao nascimento, a coluna vertebral tem aproximadamente 24 cm de comprimento.  Apenas 30% da coluna está ossificada e há pouca diferença significativa na morfologia de uma vértebra a outra.

3. CRESCIMENTO DO MEMBRO INFERIOR

 O membro inferior cresce mais que o tronco. O fêmur e a tíbia combinados crescem cerca de 55 cm em mulher e 63cm em homem, do nascimento até o final do crescimento.
 A relação entre o fêmur e a tíbia é constante durante todo o crescimento. A diferença no cumprimento entre os 2 ossos é 2cm ao nascimento e 10cm no final do crescimento. O comprimento da tíbia é 80% do comprimento do fêmur.
 A relação entre tíbia e fíbula também é constante. O comprimento da fíbula é 98% do comprimento da tíbia, e, não há diferença significativa.
 O fêmur possui aproximadamente 9 cm ao nascimento e irá aumentar 5x para 45cm ao termino do crescimento.
 A tíbia tem comprimento de 7 cm ao nascimento e irá aumentar 5x para 35 cm.
 O crescimento da tíbia e da fíbula é independente, sendo necessária uma harmonia perfeita. Se crescimento excessivo da fíbula (ex: acondroplasia) - geno varo. Se ressecção da fíbula durante o crescimento – tornozelo valgo.
 CONTRIBUICÕES DAS PLACAS DE CRESCIMENTO PARA AUMENTO DO OSSO E DO MEMBRO.
 Joelho é responsável por 2/3 do crescimento (65%) no membro inferior.
Ao nascimento, o pé possui cerca de 7,5 cm de comprimento (40% do seu tamanho final). Com 1 ano de idade nas mulheres e 1 ano e meio nos homens, o pé já atingiu a metade do seu tamanho adulto.
 No útero, as pontas das falanges distais do pé são as primeiras a se ossificar, seguidas pelos metatarsos e posteriormente pelas falanges medianas e proximais.
Ao nascimento estão presentes: centro de ossificação no calcâneo, talo e cubóide, metatarsos (placa de crescimento do 1º é proximal e do 2º ao 5º é distal) e centros de ossificação de todos os metatarsos e das falanges.

OSSO
PERÍODO DE OSSIFICAÇÃO
Cuneiforme lateral
Entre 4 e 20 meses
Cuneiforme medial
Mais ou menos aos 2 anos
Cuneiforme intermediário
Mais ou menos aos 3 anos
Navicular
Entre 2º e 5º ano de vida
Apófise do calcâneo
4-6 anos na mulher e 5-7 no homem
Se funde ao corpo do osso: mulher= 16 anos e homem = 20 anos.
Maléolo medial
7 anos na mulher e 8 anos no homem
Epífise distal da fíbula
11-12 meses.

 O pé é o primeiro elemento do sistema musculoesquelético que começa a crescer na puberdade e também a primeira a parar de crescer. Assim uma artrodese no início da puberdade não terá um impacto significativo sobre o comprimento do pé.
 Contrariamente a crença geral, existe mais crescimento no tronco ou na estatura em posição sentada durante a puberdade do que no crescimento subesqueletico ou no crescimento dos membros. A explosão do crescimento nos MMll ocorre durante o 1º ano da puberdade e, após a idade óssea de 12,6 anos nas mulheres e 14,6 nos homens, o crescimento dos MMll diminui rápida/.
Quando se realiza epfisiodese no inicio da puberdade ou mais tarde, o risco de hipercorreção é relativamente pequeno. O crescimento dos membros se encontra completo em Resser l.

4. CRESCIMENTO DO MEMBRO SUPERIOR
 Ao nascimento o comprimento do MMSS é 20 cm. Em torno dos 5 anos de idade, alcançavam a metade de seu tamanho final.
 A mão apresenta sua aceleração de crescimento 6 meses antes do antebraço e este 6 meses antes do úmero e este ao mesmo tempo do tronco.
 As proporções entre os vários ossos dos membros superior e inferior são estabelecidos em torno das 5 anos de idade. Assim, a ulna tem 4/5 do tamanho do úmero, e este representa 70% do comprimento do fêmur. O estudo desses índices é muito importante em avaliar um retardo de crescimento durante o curso de uma condrodistrofia (nanismo rizomélico e mesomérico).
Os valores de referência para o crescimento em crianças normais não são aplicáveis na criança paralítica.

 Júlio Lima
Médico Ortopedista/ Professor